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Bitcoin registra alta de 2% nesta segunda-feira, mas permanece na faixa de preço das últimas semanas

•REUTERS/Dado Ruvic

O Bitcoin apresentou uma valorização de aproximadamente 2% nesta segunda-feira, dia 17, contudo, a moeda digital não conseguiu romper a resistência da faixa de preços na qual vem operando há várias semanas. A sessão de negociações foi marcada por baixo volume de operações, sem a presença de grandes catalisadores que possam impulsionar uma tendência de alta mais significativa no mercado de criptomoedas.

Nos últimos dias, a atenção dos investidores tem se voltado para a ata da última reunião do Federal Reserve (Fed), o banco central dos Estados Unidos, que será divulgada nesta quarta-feira. Analistas esperam que o documento possa fornecer pistas sobre a política monetária futura, influenciando o humor do mercado de ativos de risco, incluindo o Bitcoin.

Por volta das 16 horas (horário de Brasília), o Bitcoin operava em alta de aproximadamente 1,9%, cotado a US$ 64.332,40, de acordo com dados da plataforma Binance. O Ethereum, principal concorrente do Bitcoin, apresentava uma leve alta de 0,01%, sendo negociado a US$ 1.881,70. Esses movimentos indicam uma estabilidade relativa nas principais criptomoedas, que permanecem dentro de uma faixa de negociação que varia entre um piso próximo a US$ 52.700 e um topo de pouco mais de US$ 67.000, conforme análise da plataforma Bitfinex.

Segundo a empresa, essa oscilação entre esses limites tem mantido o preço do Bitcoin relativamente estável, configurando um cenário de impasse. A falta de direção clara é atribuída à combinação de baixa liquidez, volume de negociações reduzido e uma estagnação na movimentação de preços, fatores que geralmente antecedem o final de ciclos de mercado de baixa, conforme explica a Bitfinex.

Especialistas apontam que, para que haja uma mudança de tendência, o Bitcoin precisaria superar a marca de US$ 67 mil. A recuperação dessa resistência poderia reativar o interesse de investidores de curto prazo, restaurando a lucratividade para os compradores recentes e testando a resistência acima desse nível. Caso esse patamar seja rompido de forma sustentada, há potencial para uma nova fase de valorização.

Entretanto, há fatores que dificultam uma nova valorização significativa no momento. Entre eles, a saída de capital dos ETFs de Bitcoin por parte de fundos de investimento, o que tem pressionado o mercado. Segundo Linh Tran, analista da XS.com, após um início de agosto relativamente positivo, os ETFs de Bitcoin à vista dos Estados Unidos registraram uma saída líquida de aproximadamente US$ 390 milhões na semana de 10 a 14 de agosto. Essa movimentação sugere que, embora não seja possível afirmar que os investidores institucionais estejam abandonando o ativo, o interesse por esses fundos já não oferece o mesmo suporte de antes.

Além disso, analistas destacam que, em uma semana com agenda macroeconômica mais tranquila, os fluxos de entrada e saída dos ETFs podem exercer maior influência sobre o preço do Bitcoin. Pedro Fontes, do Mercado Bitcoin, ressalta que, se as entradas se retomarem, o ativo pode reforçar sua trajetória de recuperação rumo à média de 200 semanas. Por outro lado, a continuidade das saídas pode fazer com que o mercado retorne à região dos US$ 60 mil, mantendo a volatilidade e a incerteza que têm marcado o cenário recente da criptomoeda.

Darwin Andrade – Jornalista do JMV News
Jornalista

Darwin Andrade