O próximo fim de semana, marcado pelo primeiro turno das eleições gerais de 2026, será influenciado por condições climáticas adversas em várias regiões do Brasil. Segundo informações do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a previsão indica a ocorrência de chuvas, temporais e possibilidade de granizo em diferentes áreas do país, com eventos extremos previstos especialmente para o domingo, dia 4, data do pleito eleitoral.
Na sexta-feira, dia 2, e no sábado, dia 3, a instabilidade atmosférica já se faz presente. O Inmet aponta que o Centro-Oeste e o Sudeste terão chuvas acompanhadas de trovoadas, além de instabilidades também no Norte e em partes do Nordeste. No Sul, o cenário permanece de frio intenso, com possibilidade de geadas em regiões de maior altitude. Além disso, uma frente fria que atua atualmente no país receberá reforço de um sistema frontal que chegará ao Rio Grande do Sul no dia das eleições, associado a um ciclone extratropical no mar, conforme explicou o meteorologista Alexandre Nascimento, da Nottus.
No domingo, a previsão indica que a chegada desse sistema frontal ao Rio Grande do Sul provocará chuvas generalizadas na região Sul, com riscos de temporais, ventania e granizo. A formação de um ciclone extratropical no oceano, prevista para o mesmo dia, potencializa essas condições adversas. O sistema frontal, que se intensificará ao longo do sábado, é resultado de uma área de baixa pressão formada entre o norte da Argentina e o oeste do Paraguai, que transporta ar quente e úmido, aumentando a probabilidade de precipitações fortes na região.
Durante o início do fim de semana, as condições também se mostram instáveis em outras regiões. Na sexta-feira, áreas do Centro-Oeste, incluindo Mato Grosso, Goiás, o Distrito Federal e partes de Mato Grosso do Sul, terão previsão de chuva com trovoadas, com alerta amarelo de perigo potencial para tempestades. No Sudeste, há previsão de chuvas com trovoadas em áreas como Triângulo Mineiro, norte e leste de São Paulo, sul de Minas Gerais, além do Rio de Janeiro e do Espírito Santo, onde há aviso laranja de perigo. Os volumes de precipitação podem ultrapassar 125 milímetros em 24 horas na divisa entre Rio de Janeiro e Espírito Santo.
No sábado, a instabilidade persiste na maior parte do Centro-Oeste, especialmente em Mato Grosso, Goiás e no Distrito Federal. No Sudeste, há previsão de chuvas isoladas em São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo e Rio de Janeiro, com acumulados que podem superar 70 milímetros em 24 horas em alguns pontos. As temperaturas na região também tendem a diminuir, com máximas previstas de 16 °C em São Paulo e de 23 a 25 °C no Rio de Janeiro.
No Nordeste, o cenário permanece de tempo quente e ensolarado na maior parte da região, embora áreas de instabilidade possam atingir o Matopiba, com possibilidade de tempestades no sul do Maranhão, sudoeste do Piauí e partes da Bahia, incluindo chuva isolada em outros estados. A máxima na região pode chegar a 38 °C. No sábado, a previsão de chuva com trovoadas concentra-se principalmente no sul do Nordeste, com possibilidade de pancadas no sudoeste da Bahia, além de áreas do Piauí e Maranhão.
No Norte, a sexta-feira apresenta pancadas de chuva e trovoadas em estados como Acre, Rondônia, Amazonas, Pará e Tocantins, com avisos amarelos para tempestades em algumas regiões. Enquanto isso, o sol predomina no Amapá e no nordeste do Pará, onde as temperaturas podem alcançar até 37 °C, com máximas de 36 °C em Belém, Manaus e Boa Vista. No sábado, a chuva com trovoadas ocorre principalmente na Amazônia, enquanto o tempo permanece mais firme no nordeste do Pará e no Amapá, com temperaturas semelhantes às do dia anterior.
Para o domingo, o avanço do sistema frontal e do ciclone extratropical no mar deve manter condições de chuva na maior parte do Sul, além de temporais com ventos fortes e granizo, especialmente na região. Essa previsão reforça a necessidade de atenção por parte das autoridades e da Justiça Eleitoral, que já incorporou o monitoramento climático em seu planejamento para garantir a realização do pleito de forma segura. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ampliou a articulação com órgãos como o Inmet, Polícia Rodoviária Federal, tribunais regionais eleitorais, além de entidades como a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e a Defensoria Pública da União, para antecipar riscos, organizar rotas de emergência, reforçar sistemas de comunicação e garantir a logística necessária para o transporte de urnas e mesários.
A preocupação é que eventos climáticos extremos possam afetar o deslocamento de eleitores, o acesso às zonas de votação, o funcionamento dos sistemas eleitorais e a segurança das operações logísticas, especialmente em regiões de maior vulnerabilidade. As ações preventivas visam assegurar que o primeiro turno das eleições seja realizado de forma tranquila, mesmo diante das condições meteorológicas adversas previstas para o período.