O Conselho Deliberativo da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) manifestou solidariedade aos povos originários de todo o Brasil diante de denúncias de violência, intimidação, perseguições e invasões territoriais registradas após a conclusão das eleições. Em posicionamento institucional, a entidade também declarou apoio às lideranças comunitárias e às organizações representativas indígenas e repudiou ações que ameaçam a vida, a saúde, o meio ambiente e a sustentabilidade do país.
Segundo a Fiocruz, os relatos envolvendo comunidades indígenas exigem atenção e medidas de proteção. A instituição destacou que intimidar povos originários, ameaçar seus territórios e comprometer a água utilizada para abastecer aldeias são práticas que ultrapassam os efeitos imediatos da violência. Para o Conselho Deliberativo, essas ações produzem impactos sobre as condições de vida das comunidades e podem comprometer a preservação ambiental e a sustentabilidade nacional no longo prazo.
O posicionamento ressalta a necessidade urgente de proteger a vida das pessoas afetadas e garantir a integridade dos territórios indígenas, incluindo as Terras Indígenas. A defesa territorial é apresentada pela instituição como uma medida diretamente relacionada à proteção da saúde e do ambiente, uma vez que ameaças às áreas ocupadas pelos povos indígenas também podem atingir recursos essenciais, como a água que abastece as aldeias.
A Fiocruz afirmou que a proteção dos povos indígenas está vinculada à própria preservação da soberania democrática e da saúde pública. De acordo com a manifestação, não existe soberania democrática plena nem saúde pública integral quando a dignidade, os direitos e os territórios dos povos indígenas não são respeitados. A entidade relaciona, dessa forma, a defesa da democracia à garantia de condições seguras de vida para as comunidades originárias.
O Conselho Deliberativo também reforçou o compromisso histórico da Fiocruz com a defesa dos direitos dos povos indígenas. A instituição mencionou ainda sua atuação em favor da ciência cidadã e da promoção de territórios saudáveis e sustentáveis, princípios que, no documento, aparecem associados à proteção das comunidades, do ambiente e das condições de saúde.
Ao concluir a manifestação, a Fiocruz declarou que permanece ao lado dos povos indígenas na defesa da vida, da ciência, do meio ambiente, dos territórios, da saúde e da democracia. A posição reafirma o apoio institucional às comunidades, às suas lideranças e às organizações representativas diante das denúncias de violência e de ameaças ocorridas depois do encerramento do processo eleitoral.
A entidade destacou que a resposta a esse cenário deve considerar não apenas os episódios imediatos de intimidação, perseguição e invasão, mas também os efeitos prolongados sobre as comunidades e seus territórios. A proteção integral defendida pela Fiocruz envolve, portanto, a preservação da vida, o respeito à dignidade dos povos originários e a garantia de condições para a manutenção de territórios saudáveis e sustentáveis.