O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) anunciou a disponibilização de uma nova série de mapas-múndi, que será acessível ao público a partir do dia 7 de setembro, em comemoração ao Dia da Independência do Brasil. Os mapas, inéditos e produzidos nos anos de 2024, 2025 e 2026, estarão disponíveis na loja digital do instituto, acessível pelo site oficial do IBGE. Essa iniciativa reforça o compromisso do instituto em integrar estatística e geociências, posicionando-se como um dos pioneiros no mundo ao reunir esses conhecimentos para promover debates e reflexões com a sociedade.
Desde 2024, o IBGE tem se destacado por sua abordagem inovadora na cartografia, adotando modelos que desafiam as representações tradicionais do mapa-múndi. Nesse contexto, a Organização das Nações Unidas (ONU) aprovou recentemente uma resolução que endossa a utilização da projeção cartográfica conhecida como Equal Earth. Essa decisão internacional confere maior legitimidade às novas representações produzidas pelo IBGE, que passam a contar com reconhecimento global.
Segundo o presidente do IBGE, Marcio Pochmann, a adoção de novos modelos de projeção permite uma maior flexibilidade na representação do planeta, evidenciando que as escolhas feitas na elaboração dos mapas são resultado de decisões técnicas e convencionais. Pochmann explica que, ao utilizar a projeção Equal Earth, o Brasil passa a ficar centralizado na visualização, além de inverter a orientação convencional de Norte para Sul, colocando o Sul no topo do mapa. Essa mudança busca desafiar percepções tradicionais e promover uma compreensão mais ampla das relações geográficas globais.
A série de mapas do IBGE teve seu início em 2024 com a divulgação de um mapa-múndi que posiciona o Brasil no centro do mundo, rompendo com a representação clássica centrada na Europa. A iniciativa foi lançada em ocasião da divulgação do G20 no Brasil, reforçando o protagonismo do país na discussão global. Em 2025, o instituto lançou um novo mapa, no qual o Hemisfério Sul aparece no topo e o Brasil permanece centralizado, invertendo a orientação tradicional de Norte na parte superior. Essa versão foi apresentada durante a divulgação dos BRICS no Brasil, consolidando a estratégia de promover novas perspectivas geográficas.
O último mapa, divulgado em 2026, intitulado “Riqueza de Espécies 2025”, apresenta novamente o Brasil no centro, com o Sul no topo, com o objetivo de destacar a biodiversidade global. Essa representação busca oferecer uma visão alternativa, incentivando a reflexão sobre a importância da biodiversidade e a necessidade de uma abordagem mais inclusiva na compreensão do planeta.
A iniciativa do IBGE, ao promover esses mapas inovadores, busca ampliar o entendimento da geografia mundial, desafiando paradigmas tradicionais e promovendo uma visão mais plural e representativa do planeta.