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NewJeans enfrenta derrota judicial e permanece em situação delicada; grupo planeja apelação

(Divulgação)

O grupo de K-pop NewJeans (NJZ) sofreu uma derrota no sistema judiciário da Coreia do Sul em relação ao processo iniciado pela Ador, a agência ligada à gigante Hybe, sobre a suposta quebra de um contrato de exclusividade. A decisão foi emitida pelo juiz do Tribunal Distrital Central de Seul nesta quarta-feira (30/10). Assim, as cinco integrantes continuam sob a supervisão da agência e foram condenadas a arcar com custos legais, mas pretendem recorrer da decisão.

Na sentença, o magistrado afirmou que a saída da produtora Min Hee-jin não é motivo suficiente para anular o contrato entre a Ador e o NewJeans. Ele destacou que, embora houvesse confiança na CEO, isso não a torna responsável por um aspecto essencial do acordo, sendo, portanto, “difícil considerar que a Ador tenha violado o contrato apenas pela demissão dela”.

As demais alegações feitas pelas integrantes Minji, Hanni, Danielle, Haerin e Hyein, que incluem assédio, bullying e divulgação de conteúdo sem autorização, não foram vistas como relevantes pelo tribunal. Mesmo com o grupo enfrentando dificuldades, o juiz observou que a popularidade do NewJeans impede que a Hybe e a Ador deixem de apresentar novos projetos artísticos para elas.

Após a divulgação da decisão, o NewJeans emitiu um comunicado informando que não retornará à Ador e que irá recorrer da decisão de primeira instância. “As integrantes respeitam a decisão do tribunal, mas afirmam que é inviável voltar à empresa e retomar as atividades normais de entretenimento na atual situação, onde a confiança foi completamente rompida”, diz a nota.

“As integrantes planejam apelar imediatamente e esperam que o tribunal de apelação revise de forma abrangente os fatos e os fundamentos legais relacionados à rescisão do contrato de exclusividade, para que uma decisão sensata seja tomada. Agradecemos sinceramente aos fãs que nos apoiaram por tanto tempo”, concluiu.

Em resposta, a Ador celebrou a decisão judicial que manteve os contratos de exclusividade com o grupo. “O tribunal determinou que nossa empresa não violou nenhuma obrigação como agência de gerenciamento e que tentativas de romper os contratos com base em prejuízo de confiança não devem ser aceitas. Estamos profundamente gratos pela decisão”, afirmou a agência.

“Durante quase um ano, o tribunal tem consistentemente decidido a nosso favor em diversos casos relacionados, reafirmando nossa posição como agência de gerenciamento sob os contratos exclusivos e que as artistas devem continuar suas atividades conosco. […] Estamos prontos para avançar com os preparativos para futuros projetos, incluindo o lançamento de um álbum completo”, finalizou.

Com essa decisão, o contrato entre o NewJeans e a Ador permanece válido até julho de 2029. O grupo já anunciou que fará uma apelação, buscando a anulação do contrato com base em suposta quebra de confiança e condições de trabalho inadequadas. A apelação será julgada pelo Tribunal Superior de Seul.

O NewJeans, um dos principais grupos da quinta geração do K-pop, havia declarado em 28 de novembro de 2024, durante uma coletiva de imprensa, que estava livre do contrato com a Ador, que gerenciava sua carreira. A notícia foi recebida com entusiasmo pelos fãs, já que as integrantes estavam afastadas das atividades devido a disputas entre a Ador e a Hybe, acionista majoritária da empresa.

A polêmica envolveu alegações de assédio moral, quebra de contrato e confidencialidade, além de acusações de bullying e interferências indevidas na gestão artística das integrantes. O conflito começou após a separação entre Min Hee-jin, então CEO da Ador e criadora do grupo, e a Hybe, controladora da empresa.

Darwin Andrade – Jornalista do JMV News
Jornalista

Darwin Andrade