Neste sábado, 29 de outubro, Belo Horizonte sediará um importante evento voltado à valorização da cultura e do conhecimento de mulheres negras. A Agência de Iniciativas Cidadãs (AIC) promoverá o seminário intitulado “Mulheres negras, Cultura Ancestral: Núcleo de Formação Memória em Belo Horizonte”, que acontecerá às 9h30 no Conservatório da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), localizado na rua Guajajaras, nº 100, no centro da capital mineira. O encontro marcará a apresentação do mapeamento de saberes e práticas ancestrais dessas mulheres, resultado de um projeto dedicado à preservação e valorização de suas identidades culturais.
O evento é parte de uma iniciativa mais ampla que visa fortalecer a memória cultural afro-brasileira e promover o reconhecimento das contribuições das mulheres negras na formação da cultura local e nacional. Segundo os organizadores, as pesquisas de mapeamento de saberes e práticas tradicionais são essenciais para a preservação da memória oral, que muitas vezes corre o risco de se perder ao longo do tempo. Essas ações também atuam como pontes de transmissão de conhecimentos entre diferentes gerações, conectando jovens às guardiãs das tradições das comunidades tradicionais, muitas vezes invisibilizadas no cenário cultural oficial.
O seminário tem como objetivo não apenas divulgar os resultados dessas pesquisas, mas também estimular o intercâmbio de experiências entre participantes. Nesse contexto, as participantes terão a oportunidade de compartilhar aprendizados adquiridos ao longo do projeto, promovendo uma multiplicação de conhecimentos que reforçam a importância da cultura ancestral na formação identitária e no fortalecimento do empoderamento socioeconômico das mulheres negras.
Entre os nomes que integrarão a programação do evento, destaca-se a professora e pós-doutora Rosália Diogo, que abordará o tema “Mulheres negras, cultura ancestral e empoderamento” em uma palestra. Rosália Diogo é reconhecida por sua atuação como diretora de redação da revista Canjerê, além de ser jornalista, ativista cultural e curadora de Artes do Instituto Cultural Casarão das Artes Negras. Sua participação reforça a relevância do seminário na discussão de questões relacionadas à valorização das identidades negras e ao fortalecimento de suas manifestações culturais.
O mapeamento de saberes e práticas ancestrais foi realizado por meio do projeto “Mulheres Negras, Cultura Ancestral”, que tem como objetivos principais valorizar essas identidades, fortalecer coletivos culturais, promover o empoderamento socioeconômico e comunitário, além de construir um programa de formação voltado ao ensino de saberes, práticas e fazeres específicos ligados à memória afro-brasileira. A iniciativa busca, assim, contribuir para a preservação de uma herança cultural que, apesar de fundamental, ainda enfrenta desafios de reconhecimento e valorização na sociedade contemporânea.
Para participar do seminário, é necessário realizar inscrição prévia por meio de um formulário online disponível no link https://forms.gle/doaPuoUhegyPcRSf6. A realização do evento no Conservatório da UFMG reforça o compromisso de promover debates e ações voltadas à cultura afro-brasileira em espaços acadêmicos e culturais de destaque na cidade.