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Envolta em sangue e terror: a evolução do horror em ‘Telefone Preto 2’

Quatro anos se passaram desde os eventos aterradores do primeiro filme, e Finney e Gwen Blake se veem novamente presos em um pesadelo que parecia ter chegado ao fim. Em “Telefone Preto 2”, a irmã mais nova, Gwen, começa a receber ligações inquietantes e visões de um acampamento chamado Alpine Lake, forçando os irmãos a confrontarem um mal ainda mais profundo, além de uma conexão perturbadora com seu passado familiar.

A produção, que amplifica o terror e a profundidade emocional, exigiu muito dos atores, incluindo cenas desafiadoras e um mergulho profundo em personagens marcados por traumas. Para Madeleine McGraw, que retoma o papel da determinada Gwen, o retorno ao universo do filme foi recebido com lágrimas de alegria. “Estava filmando em Nova Orleans quando recebi um vídeo de Jason Blum dizendo: ‘É oficial, vamos fazer uma sequência!’. Comecei a gritar e chorar”, recorda a atriz em uma entrevista exclusiva enviada ao Splash.

Entretanto, desta vez, a personagem Gwen passou por uma transformação significativa. “Ela é muito diferente no segundo filme. Agora, é uma jovem devastada, sofrendo bullying na escola e sentindo-se excluída”, explica Madeleine. Essa nova complexidade tornou seu trabalho mais desafiador. “Foi mais difícil interpretar a Gwen desta vez. Na vida real, sou extrovertida, até barulhenta às vezes, enquanto ela é introvertida e silenciosa. Foi interessante representá-la de uma maneira tão distinta”, revela.

A trama aprofunda os poderes psíquicos de Gwen, que se tornam essenciais para desvendar a ligação entre o Sequestrador e sua família. “Ajudá-la a descobrir a verdade sobre o Sequestrador e sua conexão conosco explica por que ele escolheu Finney como alvo”, detalha a atriz.

Um dos momentos favoritos de Madeleine nas filmagens foram as cenas de ação e os rigorosos preparativos que isso envolveu. “As cenas de ação foram uma das minhas partes preferidas. Fiz coisas malucas que nunca tinha feito antes, como ficar coberta de sangue ou encharcada de água”, compartilha, entusiasmada. “Até tirei minha certificação de mergulho para as cenas subaquáticas.”

O diretor Scott Derrickson, com quem ela já havia estabelecido uma relação de confiança no primeiro filme, foi um grande incentivador. “Scott sabia que eu adorava cenas de ação, então ele escreveu algumas situações insanas porque tinha certeza de que eu iria adorar fazer. Ele disse à equipe de dublês: ‘Deixem a Maddie fazer as cenas. Ela quer participar!’.”

A experiência de trabalhar com Ethan Hawke, que retorna como a ameaçadora figura do Sequestrador, foi um momento marcante para a jovem atriz. “É o Ethan Hawke! Fiquei impressionada quando o vi no set. Ele era incrivelmente gentil e solidário entre as tomadas, sempre me dando ‘high fives’ e dizendo: ‘Foi ótimo, Maddie’.”

Uma nova adição ao elenco é Demián Bichir, que interpreta Mando, o responsável pelo acampamento Alpine Lake. “Adoro o Demián porque ele tornou o trabalho em um filme de terror tão divertido. Entre as tomadas, ele cantava, dançava ou contava piadas”, diz Madeleine.

Para Demián Bichir, aceitar o papel foi uma escolha natural após ter amado o primeiro filme. “É um daqueles filmes que transcende o gênero. É de alta qualidade, muito bem feito e com atuações excelentes”, elogia. Seu personagem, Mando, é um mexicano com um passado complicado que encontrou um propósito na vida. “Ele prometeu mudar sua trajetória e se dedica a guiar as crianças para longe dos caminhos errados que ele mesmo percorreu.”

Mando se torna um aliado crucial para Finney e Gwen, unindo-se a eles na busca por crianças desaparecidas e na luta contra o vilão. “Nossa dinâmica representa a batalha entre o bem e o mal, simbolizada por Mando e o Sequestrador”, explica Bichir.

Tanto para Madeleine quanto para Demián, a experiência cinematográfica é de grande importância. “Espero que o público sinta uma variedade de emoções — pois todas estão presentes no filme — e que valorize as relações e a amizade na história, além do amor e dedicação que todos nós colocamos nesses personagens”, deseja Madeleine. “E, claro, espero que eles se assustem! Este é um filme de terror.”

Bichir reforça a importância da imersão no cinema. “Assistir em uma tela grande faz com que você aprecie cada aspecto: a trilha sonora, o som, a fotografia, o design de produção, a direção e a atuação”, conclui.

Darwin Andrade – Jornalista do JMV News
Jornalista

Darwin Andrade