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Atlético revitaliza espaço dedicado a denúncias de racismo e assédio na Arena MRV

A ‘Sala Lilás’, um local de acolhimento para mulheres que sofreram violência durante os jogos na Arena MRV, foi revitalizada e reinaugurada na última terça-feira (30), antes do empate entre o Atlético e o Juventude, que terminou em 0 a 0, na 26ª rodada do Campeonato Brasileiro. Esse espaço é destinado ao atendimento de mulheres que enfrentam situações de assédio, importunação sexual, injúria racial ou outras formas de violência durante os eventos no estádio. A sala está situada próxima ao Juizado do Torcedor e Grandes Eventos do TJMG na Arena MRV e atende às diretrizes do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que recomendam a criação de salas de acolhimento equipadas com uma equipe multidisciplinar para atender mulheres, crianças e adolescentes em situações de violência em eventos esportivos.

“Espero que a nova sala não precise acolher nenhuma vítima, mas, se necessário, o ambiente oferece um espaço seguro e acolhedor, onde a mulher pode se abrir para profissionais qualificados e preparados pelo Tribunal de Justiça para lidar com essas situações”, comentou o desembargador Fernando de Vasconcelos Lins, responsável pela Coordenadoria dos Juizados do Torcedor e de Grandes Eventos do TJMG.

A Sala Lilás é uma iniciativa do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), com o apoio do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), da Defensoria Pública de Minas Gerais (DPMG), da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Sedese) e das Polícias Civil (PCMG) e Militar (PMMG) do Estado. A juíza Raquel Discacciati Bello, coordenadora dos Juizados Especiais do Estado de Minas Gerais, enfatizou que a inauguração deste espaço também contribui para a harmonização nos estádios. “A Sala Lilás é um ambiente de escuta, onde a vítima pode se sentir tranquila e acolhida, tendo a liberdade de decidir se deseja encaminhar o caso para as autoridades competentes. Os clubes e as arenas têm demonstrado grande receptividade, pois compreendem que iniciativas como essa são fundamentais para as campanhas contra a violência nos estádios”, afirmou.

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