Na manhã desta quarta-feira (18), integrantes da chapa “Salve o Tricolor Paulista” formalizaram uma série de representações nos órgãos internos do São Paulo, em meio à crise institucional que afeta o clube. O grupo, composto por conselheiros, entregou ao presidente do Conselho Deliberativo, Olten Ayres, solicitações para a expulsão dos conselheiros Mara Casares e Douglas Schwartzmann, mencionados em áudios que expuseram um esquema ilegal de venda de camarotes no Morumbi. Além disso, foi apresentada uma representação para a expulsão do associado e funcionário Marcio Carlomagno.
Os conselheiros argumentam que as solicitações se fundamentam em recentes denúncias que não apenas tratam da comercialização ilícita de camarotes, mas também de irregularidades nas áreas de medicina e nutrição do clube. De acordo com o grupo, esses eventos demonstram uma administração considerada irresponsável, conforme as definições legais do termo.
Paralelamente, os conselheiros estão recolhendo assinaturas para convocar uma reunião extraordinária do Conselho Deliberativo, com a finalidade de discutir a destituição do presidente Julio Casares. Para que o pedido seja apresentado, são necessárias 50 assinaturas, que podem ser físicas ou certificadas digitalmente. Em uma nota divulgada nas redes sociais, enfatizaram a necessidade da renúncia de Casares, alegando que uma saída voluntária seria menos dolorosa para o clube e permitiria um início ágil na recuperação administrativa e financeira.
Nesta quarta-feira, dia 17 de dezembro, o Conselho Deliberativo do São Paulo se reuniu para debater e aprovar o orçamento para a temporada de 2026. Fontes do Lance! revelaram detalhes dos bastidores da reunião, que ocorreu no salão nobre do Morumbi. Douglas Schwartzmann e Mara Casares, envolvidos no escândalo de venda clandestina de camarotes, não compareceram e solicitaram licença de suas funções.
Apesar da tensão gerada pelas recentes polêmicas, a maior parte da reunião foi dedicada à discussão do orçamento, mediada pelo presidente Olten Ayres. Foram abordados diversos aspectos do orçamento, que prevê receitas de R$ 931,8 milhões, incluindo R$ 180 milhões provenientes da venda de jogadores. A separação das contas sociais e do futebol, além de despesas relacionadas a festas juninas e eventos semelhantes, também foram temas de debate.
Os conselheiros agora têm um tempo limitado para decidir sobre a aprovação ou rejeição do orçamento de 2026.