As principais bolsas europeias encerraram a sessão desta terça-feira (27) em alta, apoiadas pela queda dos preços do petróleo em meio aos esforços diplomáticos no Oriente Médio e pelo desempenho positivo das ações ligadas ao setor de semicondutores. Londres destoou do movimento, pressionada pela forte queda dos papéis do HSBC após um resultado trimestral considerado decepcionante. Os investidores também acompanharam a divulgação de balanços corporativos e mantiveram no radar as próximas decisões de juros nos Estados Unidos e na zona do euro.
Em Londres, o índice FTSE 100 recuou 0,75%, aos 10.686,54 pontos. Em Frankfurt, o DAX avançou 0,77%, para 25.606,65 pontos, enquanto o CAC 40, de Paris, subiu 0,51%, aos 7.887,14 pontos.
Na Itália, o FTSE MIB teve alta de 0,90%, alcançando 49.627,95 pontos. Em Madri, o Ibex 35 ganhou 0,69%, aos 19.164,40 pontos. Em Lisboa, o principal índice do mercado terminou aos 9.253,58 pontos. As cotações divulgadas são preliminares.
O ambiente econômico europeu também foi influenciado por indicadores de confiança e crédito. Na França, a confiança do consumidor caiu de 85 para 80 em outubro, atingindo o menor nível desde junho de 2013. A piora ocorreu em um cenário marcado por dificuldades políticas e fiscais no país.
Paralelamente, uma pesquisa do Banco Central Europeu apontou um endurecimento das condições para a concessão de empréstimos a empresas na zona do euro. O dado reforça a percepção de que o acesso ao crédito segue mais restrito para as companhias, em um momento de atenção às decisões de política monetária.
A gestora Pimco prevê que o Banco Central Europeu mantenha os juros inalterados em sua reunião de quinta-feira. A instituição, no entanto, projeta uma elevação das taxas em dezembro, sinalizando a expectativa de continuidade do aperto monetário na região.
HSBC pressiona bolsa de Londres
Em Londres, as ações do HSBC caíram 6% depois de o banco registrar crescimento do lucro trimestral abaixo das expectativas do mercado. O desempenho afetou o conjunto do setor bancário britânico e contribuiu para a queda do FTSE 100. A Reckitt Benckiser também esteve entre as maiores baixas da sessão, com recuo de 4,9%.
Na direção oposta, a holandesa BE Semiconductor disparou 11,6%. A valorização ocorreu após a norte-americana Applied Materials anunciar que ampliará sua participação na companhia para cerca de 20%.
O interesse dos investidores por empresas associadas à inteligência artificial também voltou a impulsionar o segmento de tecnologia. O movimento foi reforçado pelos planos de abertura de capital da Anthropic, que renovaram o otimismo em torno do setor. Com isso, a ASML subiu 2,8%, a ASM International avançou 5,2%, a Infineon ganhou 5,3% e a STMicroelectronics teve alta de 7,3%. O subíndice de tecnologia do Stoxx 600 avançou 2,1%.
Na Alemanha, a Suss Microtec perdeu 4,5%. A Mercedes-Benz recuou 3,7% após reduzir sua projeção de rentabilidade para o ano, citando a fraqueza do mercado chinês e o aumento dos custos. Na Suíça, a Novartis subiu 0,9%, mesmo após mencionar contratempos em estudos clínicos, depois de elevar suas projeções para o ano.
As ações de empresas europeias expostas ao Brasil apresentaram desempenho misto, após a queda registrada na sessão anterior. Em Madri, o Santander avançou 0,9% e a Telefonica subiu 1,5%. Em Lisboa, a Galp encerrou praticamente estável, acompanhando a sessão de baixa do petróleo.
Com informações da Dow Jones Newswires.