A Visa registrou lucro líquido de US$ 6 bilhões no quarto trimestre fiscal de 2026, encerrado em 30 de setembro, informou a companhia nesta terça-feira (27). O resultado representa crescimento de 18% em relação ao mesmo período do ano anterior e veio acompanhado de desempenho acima das expectativas dos analistas em relação ao lucro ajustado por ação.
Segundo a empresa, o lucro ajustado por ação foi de US$ 3,48 no trimestre. O valor superou a projeção média de US$ 3,44 feita pelos analistas consultados pela FactSet. O indicador é acompanhado pelo mercado porque permite avaliar o resultado da companhia considerando o desempenho operacional ajustado de determinados efeitos contábeis.
A receita da Visa, gigante global de serviços de cartões de pagamento, alcançou US$ 12,1 bilhões entre julho e setembro. O montante foi 13% superior aos US$ registrados no mesmo período de 2025 e ficou levemente acima da previsão dos analistas, que esperavam uma receita de US$ 12,09 bilhões.
O crescimento da receita foi impulsionado, segundo a própria companhia, pelo aumento no volume de transações processadas em sua rede. Ao longo dos três meses encerrados em 30 de setembro, a Visa processou 74,2 bilhões de transações. A empresa afirmou que essa expansão contribuiu diretamente para o avanço da receita observado no quarto trimestre fiscal.
Receita anual atinge recorde
Em comunicado sobre os resultados, o presidente-executivo da Visa, Ryan McInerney, classificou o desempenho de 2026 como marcante para a companhia. De acordo com ele, a empresa encerrou o ano com receita líquida recorde de US$ 46 bilhões, alta de 15% em comparação com o ano anterior.
McInerney afirmou ainda que esse foi o crescimento anual mais forte registrado pela Visa em mais de 15 anos, quando são excluídos os efeitos da recuperação pós-pandemia e das aquisições. A ressalva indica que a comparação desconsidera períodos em que a retomada das atividades após a pandemia e operações de compra de empresas tiveram impacto relevante sobre os resultados.
“A Visa teve um ano marcante. Alcançamos uma receita líquida recorde de US$ 46 bilhões, um aumento de 15%, o crescimento mais forte em mais de 15 anos, excluindo a recuperação pós-pandemia e aquisições”, disse o executivo.
O presidente-executivo também destacou a adaptação da empresa às mudanças tecnológicas no comércio. “Em 2026, também demonstramos que sempre que a tecnologia muda o comércio, nós acompanhamos, antecipamos o que vem a seguir e possibilitamos o crescimento de pagamentos globalmente”, afirmou McInerney.
Apesar dos números positivos e do lucro acima das estimativas, as ações da Visa operavam em queda no período posterior ao encerramento do pregão regular em Nova York. Às 17h31, no horário de Brasília, os papéis recuavam 2,19% no after hours.