O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, negou nesta terça-feira (27) que esteja sendo cotado para deixar o comando da autoridade monetária e assumir o Ministério da Fazenda em um eventual quarto mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A declaração foi dada durante uma entrevista coletiva convocada para apresentar e comentar o Relatório de Estabilidade Financeira.
Galípolo afirmou que não há qualquer indicação de que seu nome esteja sendo considerado para a Fazenda. Segundo ele, a permanência à frente do Banco Central é sua prioridade, e o mandato que ocupa tem duração prevista até o fim de 2028.
“Não existe eu estar sendo cotado. Nada disso relativo à Fazenda. Para quem é economista, não existe emprego mais legal do que o que eu estou. Adoro meu emprego. Meu mandato vai até o final de 2028. Estou muito contente e feliz aqui”, declarou o presidente do Banco Central.
O mandato de Gabriel Galípolo começou em 1º de janeiro de 2025 e tem término previsto para 31 de dezembro de 2028. A duração estabelecida é de quatro anos. Ao mencionar o período, o presidente do BC reforçou que pretende permanecer no cargo e afastou os rumores sobre uma possível transferência para o Ministério da Fazenda.
A especulação sobre mudanças na equipe econômica ocorre em meio à discussão sobre os nomes que poderiam integrar um eventual novo governo de Luiz Inácio Lula da Silva, caso o presidente conquiste um quarto mandato. No entanto, a declaração de Galípolo foi direta ao negar que esteja entre os cotados para comandar a pasta responsável pela condução da política econômica do governo.
Rafael Fonteles aparece entre os nomes cotados para a Fazenda
Conforme informações divulgadas pela CNN Brasil, o governador do Piauí, Rafael Fonteles, passou a ser apontado como um dos favoritos para assumir o Ministério da Fazenda. Fonteles foi reeleito governador do estado no primeiro turno.
A possibilidade de o governador do Piauí ocupar o comando da Fazenda é associada à sua experiência na área econômica e administrativa. Antes de assumir o governo estadual, Fonteles comandou a Secretaria da Fazenda do Piauí, órgão ligado à gestão das finanças públicas do estado.
Além da atuação como secretário estadual, Rafael Fonteles também presidiu o Comsefaz, sigla do Comitê Nacional dos Secretários de Fazenda. A entidade reúne os secretários responsáveis pela área fazendária nos estados, e sua presidência integra a trajetória profissional citada como justificativa para a eventual escolha do governador para o ministério.
Apesar das especulações envolvendo nomes para a Fazenda, Galípolo declarou que não há qualquer sinalização de que possa deixar o Banco Central. O economista também afirmou estar satisfeito com a função que exerce e reiterou que seu mandato permanece vigente até 31 de dezembro de 2028.