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Brasileiro é detido nos EUA por suspeita de venda de documentos falsificados

•23/4/2025 REUTERS/Dado Ruvic

Um brasileiro de 39 anos foi preso nos Estados Unidos sob acusação de envolvimento na venda de documentos de identificação falsificados na cidade de Braintree, localizada no estado de Massachusetts. A prisão ocorreu após investigações conduzidas pelas autoridades federais americanas, que apontam que o suspeito estaria comercializando diversos cartões de residente permanente legal, cartões do Seguro Social e uma carteira de habilitação brasileira falsificados, em operações realizadas ao longo de julho de 2023.

Segundo informações divulgadas pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos, o indivíduo teria efetuado a venda de um cartão de residente permanente legal e um cartão do Seguro Social falsificados em 18 de julho do referido ano. Esses documentos, essenciais para a permanência e acesso a direitos nos Estados Unidos, foram adquiridos mediante pagamento em dinheiro. Dez dias depois, em 28 de julho, o suspeito teria realizado a comercialização de outros 11 cartões do Seguro Social falsificados, além de uma carteira de habilitação brasileira também falsificada, ampliando o esquema de falsificação e venda de documentos ilegais.

O acusado compareceu ao Tribunal Federal de Boston em 13 de outubro, onde foi formalmente apresentado às autoridades judiciais. Posteriormente, uma audiência de custódia foi realizada no dia 16 de outubro, conforme informações do Departamento de Justiça, que também destacou que o suspeito permanece sob custódia enquanto aguarda possíveis desdobramentos do processo. A acusação formal contra ele envolve a transferência consciente de documentos de identificação falsificados, uma prática que pode resultar em penas severas.

De acordo com a legislação federal dos Estados Unidos, a prática de vender ou transferir documentos de identificação falsificados é considerada crime grave, com previsão de pena de até 15 anos de prisão, além de três anos de liberdade condicional supervisionada e multa de até US$ 250 mil. Após o cumprimento de eventual pena, o suspeito também estará sujeito à deportação, uma medida comum em casos de imigração ilegal ou atividades ilícitas relacionadas a documentos falsificados.

A Justiça americana ressalta que as informações presentes na denúncia ainda são alegações, e que o réu é considerado inocente até que sua culpabilidade seja devidamente comprovada em sentença definitiva. O caso vem ganhando atenção, sobretudo pelo impacto que a venda de documentos falsificados pode ter na segurança e na integridade do sistema de imigração dos Estados Unidos.

O portal CNN Brasil tentou contato com a defesa do suspeito, sem obter retorno até o momento. Em paralelo, o Ministério das Relações Exteriores do Brasil se manifestou oficialmente sobre o caso, por meio de uma nota do Consulado-Geral do Brasil em Boston. A entidade afirmou que está à disposição para oferecer assistência consular ao brasileiro, mediante solicitação, esclarecendo que o atendimento consular é realizado com base na legislação internacional e nacional, dependendo do contato do próprio interessado ou de seus familiares. O comunicado reforça o compromisso do Brasil em atuar em defesa de seus cidadãos no exterior, especialmente em situações que envolvam questões legais e de proteção consular.

Darwin Andrade – Jornalista do JMV News
Jornalista

Darwin Andrade