Nesta sexta-feira (21), em Foz do Iguaçu, no Paraná, foi concluída a edição de 2026 do Exercício Felino, uma atividade militar conjunta que ocorre desde o ano 2000 e que, nesta edição, contou com a participação de aproximadamente 740 militares de diferentes países. A operação, coordenada pelo Ministério da Defesa, envolveu forças das Forças Armadas brasileiras — Aeronáutica, Exército e Marinha — além de representantes de cinco nações integrantes da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP): Angola, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal e Timor-Leste.
Desde o dia 10 de agosto, os militares envolvidos estiveram mobilizados em treinamentos e manobras voltadas a aprimorar a capacidade de resposta em cenários de instabilidade e conflito armado. O Exercício Felino é considerado uma oportunidade de preparação para missões de paz internacionais, além de servir como ferramenta de cooperação diplomática e de defesa entre os países-membros da CPLP.
Segundo o Ministério da Defesa, o exercício deste ano reuniu cerca de 700 militares brasileiros e 38 estrangeiros. O objetivo central das atividades é simular operações de paz, incluindo ações de desativação de artefatos explosivos, proteção de civis e gerenciamento de ameaças químicas. Além disso, as simulações abordaram temas atuais relacionados às tendências dos conflitos armados, assistência humanitária a refugiados e medidas de prevenção à exploração e ao abuso sexual em contextos de crise.
O general Julio Cesar Belaguarda Nagy de Oliveira, oficial responsável pela condução da atividade, destacou que o Exercício Felino 2026 funciona como um instrumento de preparação militar, promovendo a cooperação internacional e fortalecendo os laços diplomáticos entre os países participantes. Ele também ressaltou que a iniciativa contribui para a capacitação dos militares brasileiros, preparando-os para atuar em missões de paz sob a égide da Organização das Nações Unidas (ONU).
Durante o período de realização do exercício, que incluiu atividades de campo, foram mobilizadas cerca de 119 veículos militares — sendo 22 da Marinha, 86 do Exército e 11 da Força Aérea — além de oito embarcações e duas aeronaves. As ações envolveram também treinamentos específicos, como a desativação de explosivos, proteção de civis e resposta a ameaças químicas, além de simulações de assistência humanitária.
O exercício em Foz do Iguaçu marca uma etapa importante na preparação das forças armadas brasileiras e na manutenção do intercâmbio de conhecimentos e estratégias com os países da CPLP. A próxima edição do treinamento está prevista para ocorrer em 2027, no Timor-Leste, na Ásia, reforçando o compromisso dos países envolvidos com a cooperação militar internacional e com a paz global.