A nostalgia dos anos 1980 parece não ter sido suficiente para impulsionar o lançamento de Mestres do Universo, nova adaptação do personagem He-Man para as telonas, que amargou uma bilheteria aquém do investimento milionário da produção. Além do resultado pouco satisfatório, o filme também trouxe uma série de comentários negativos à forma como o herói foi retratado – muito menos másculo e viril do que alguns dos internautas se lembravam.
No final de semana de estreia, Mestres do Universo arrecadeou nos cinemas em todo o mundo cerca de US$ 54 milhões (cerca de R$ 279,5 milhões), pouco mais de um terço do investimento estimado em cerca de US$ 170 milhões (cerca de R$ 877 milhões). No Brasil, a bilheteria foi de aproximadamente R$ 22,23 milhões.
O filme Mestres do Universo estreia nesta quinta-feira (4/6)
A produção é dirigida por Travis Knight
A produção traz de volta o icônico He-Man, vivido por Nicholas Galitzine
Elenco de Mestres do Universo
Camila Mendes vive Teela no longa
As críticas vêm de antes do lançamento do filme. A escolha do protagonista, Nicholas Galitzine, por exemplo, foi duramente rejeitada pela suposta falta de semelhança do artista com o personagem. Vale lembrar que o ator alcançou reconhecimento do público após estrelar Vermelho, Branco e Sangue Azul, um romance em que interpreta um príncipe homossexual.
“Não adianta vir com um filme ‘sabor He-Man’. O trailer não mostrou a lacração para não assustar”, escreveu um internauta, que depois confirmou não ter assistido ao filme. “O He-Man é macho e não fresco”, disparou outro. “Tudo tem limite! Tentaram ridicularizar a imagem masculina”, acrescentou um terceiro.
Enquanto desenhos como os G.I. Joe, os Comandos em Ação e as Tartarugas Ninja eram os mais famosos entre os meninos e garotos que cresceram nos anos 1980, os visuais coloridos e a narrativa mágica de He-Man atraíram grande parte do público que não se identificava totalmente com os padrões da época. Vale lembrar que, durante o período em que os episódios foram ao ar, havia uma repressão muito maior a qualquer forma de representatividade na mídia.
Os motivos para a identificação dos membros da comunidade LGBTQIA+ começam a partir da trama. Em Mestres do Universo, Príncipe Adam e os membros da guarda real de Ethernia precisam impedir que o vilão Esqueleto e o exército das forças do mal destruam a magia e a forma de vida dos habitantes mágicos do reino.
Cenas do desenho He-Man, que foi ao ar de 1983 a 1987 nos Estados Unidos
Cenas do desenho He-Man, que foi ao ar de 1983 a 1987 nos Estados Unidos
Cenas do desenho He-Man, que foi ao ar de 1983 a 1987 nos Estados Unidos
Cenas do desenho He-Man, que foi ao ar de 1983 a 1987 nos Estados Unidos
Cenas do desenho He-Man, que foi ao ar de 1983 a 1987 nos Estados Unidos
Cenas do desenho He-Man, que foi ao ar de 1983 a 1987 nos Estados Unidos
Cenas do desenho He-Man, que foi ao ar de 1983 a 1987 nos Estados Unidos
Cenas do desenho He-Man, que foi ao ar de 1983 a 1987 nos Estados Unidos
Para enfrentar os inimigos, o gentil e amoroso Adam precisa assumir o alter-ego heróico de He-Man, um guerreiro que esbanja músculos e declara em alto e bom som ter o poder para defender a população do planeta.
Os temas do desenho, aliados aos visuais vibrantes e coloridos, são lidos há anos como acenos da própria produção para a comunidade LGBTQI+. O garoto tímido e reservado que encontra forças para defender a si e àqueles que ama a partir do orgulho de ser quem é.
Erika Scheimer, filha do produtor executivo Lou Scheimer, que também foi o dublador original de He-Man, destacou que os estúdios sempre estiveram abertos a trabalhar com criadores abertamente homossexuais.
“Era uma piada recorrente no estúdio”, recorda Scheimer à revista Men’s Health. “Todo mundo dizia: ‘o Príncipe Adam é muito gay’.”
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