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Cientistas ficam surpresos com a mudança na rotação do cometa após sua passagem pelo Sol

Divulgação/David Jewitt/UCLA

O cometa 41P/Tuttle-Giacobini-Kresák tem despertado a curiosidade de pesquisadores desde sua primeira detecção em 2017. Observações recentes indicam que, após alcançar o ponto mais próximo do Sol, a rotação do cometa experimentou uma drástica diminuição, parou completamente e, em seguida, começou a girar na direção inversa.

Embora a inversão no sentido de rotação seja um fenômeno que pode ocorrer em cometas, o astrônomo David Jewitt, da Universidade da Califórnia, ficou impressionado com a velocidade e a forma como essa mudança se deu. Em março de 2017, o cometa exibia uma rotação a cada 20 horas. No entanto, em maio, essa duração aumentou para 53 horas, e em dezembro, a rotação acelerou para apenas 14,4 horas.

Jewitt sugere que essa diminuição no tempo de rotação está relacionada à nova direção que o cometa adotou. A pesquisa conduzida por ele foi divulgada em uma versão preliminar no arXiv em 6 de fevereiro e aguarda a revisão por pares para validação.

A descoberta de Jewitt surgiu a partir da análise da curva de luz do cometa, que mostra como seu brilho varia ao longo do tempo, utilizando dados coletados durante as observações de 2017 e imagens do Telescópio Espacial Hubble. A teoria predominante atualmente propõe que as mudanças na rotação dos cometas são desencadeadas quando o gelo que os compõe se transforma em gás devido ao calor solar, resultando em jatos que empurram o corpo celeste e podem alterar sua rotação.

A principal explicação apresentada por Jewitt para a rápida mudança na rotação do 41P é que, por ser um cometa pequeno, ele é mais suscetível à influência dos jatos. Além disso, a intensidade do aquecimento solar pode ter sido desproporcional, contribuindo para a aceleração do movimento em direção ao lado oposto.

Jewitt alerta que, se o cometa continuar a modificar sua rotação nesse ritmo, ele pode se desintegrar dentro de algumas décadas. Contudo, a próxima observação significativa deve ocorrer apenas em 2028, quando o cometa se aproximará novamente do Sol. O monitoramento do 41P é crucial para entender a evolução dos cometas, sendo que há indícios de que ele seja um vestígio de um corpo celeste muito maior de milhares de anos atrás.

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Darwin Andrade – Jornalista do JMV News
Jornalista

Darwin Andrade