A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou nesta terça-feira, 8 de outubro, um novo medicamento destinado ao tratamento da enxaqueca em adultos. O medicamento, denominado Aquipta (atogepanto), foi aprovado para uso por pacientes que apresentam, pelo menos, quatro episódios de enxaqueca por mês. A decisão representa uma inovação no arsenal terapêutico para a doença, oferecendo uma alternativa oral específica para a prevenção das crises.
De acordo com a Anvisa, o atogepanto atua no bloqueio de uma via envolvida na transmissão da dor, mecanismo fisiopatológico responsável pelas crises de enxaqueca. Essa ação específica contribui não apenas para reduzir a frequência das crises, mas também para prevenir o seu aparecimento. Os estudos clínicos realizados apontaram que o medicamento é capaz de diminuir de forma significativa o número de dias mensais em que o paciente sofre com episódios de enxaqueca, o que pode impactar positivamente na qualidade de vida de milhões de pessoas que convivem com a condição.
A solicitação do registro do Aquipta foi feita pelo laboratório ABBVIE Farmacêutica, uma das principais empresas do setor farmacêutico global. A aprovação está publicada na resolução do Diário Oficial da União (DOU), consolidando a entrada do medicamento no mercado brasileiro. Apesar de existirem outras opções terapêuticas voltadas à prevenção da enxaqueca, muitas dessas não atuam de forma específica nos mecanismos fisiopatológicos envolvidos na doença, o que torna o novo medicamento uma alternativa relevante para o tratamento.
A enxaqueca é uma condição neurológica caracterizada por crises recorrentes de dor de cabeça de intensidade moderada a grave, frequentemente acompanhadas de sintomas como náuseas, vômitos, sensibilidade à luz e ao som. Estima-se que aproximadamente 15% da população mundial seja afetada por essa enfermidade, que possui um impacto significativo na rotina e na produtividade dos indivíduos afetados, além de representar um desafio constante para o sistema de saúde.
A aprovação do Aquipta reforça a busca por tratamentos mais eficazes e específicos para a enxaqueca, uma condição que, apesar de comum, muitas vezes é subdiagnosticada ou subtratada. Com essa novidade, espera-se ampliar as opções de prevenção, especialmente para aqueles que não obtêm resultados satisfatórios com as terapias atualmente disponíveis, contribuindo para uma melhora na qualidade de vida dos pacientes.