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Europa concentra 40% das receitas globais do futebol

•Divulgação/@nff_landslag

A indústria do futebol mundial está se aproximando de uma receita anual de US$ 60 bilhões, abrangendo diversas fontes de arrecadação, como venda de ingressos, patrocínios e direitos de transmissão. As projeções indicam que esse valor pode atingir US$ 80 bilhões até 2030. A Europa se destaca nesse cenário, respondendo por cerca de 40% desse total, impulsionada principalmente pelas cinco ligas mais importantes do continente: Premier League (Inglaterra), La Liga (Espanha), Bundesliga (Alemanha), Ligue 1 (França) e Serie A (Itália).

De acordo com o Annual Review of Football Finance 2025, elaborado pela consultoria Deloitte, as receitas das chamadas “big five” estão prestes a alcançar 21 bilhões de euros, o que equivale a aproximadamente US$ 23,8 bilhões. O Real Madrid, clube espanhol, se destaca como o maior gerador de receitas do mundo, com um faturamento de 1,2 bilhão de euros, ou cerca de US$ 1,3 bilhão anualmente.

A recente determinação da FIFA de incluir pausas para hidratação durante os jogos da Copa do Mundo gerou controvérsias entre jogadores, técnicos e especialistas. Muitos torcedores veem a medida como uma oportunidade para anunciantes, tanto nos estádios quanto nas transmissões de TV e streaming. Gianni Infantino, presidente da FIFA, defende que a pausa é essencial para o bem-estar dos atletas, ressaltando que não há implicações financeiras para a entidade, uma vez que todos os contratos comerciais foram firmados antes da implementação da nova regra.

O crescimento do futebol global é inegável, e a ampliação do número de seleções participantes na Copa do Mundo, de 32 para 48, reflete esse fenômeno. A FIFA estima que o torneio de 2026, que será realizado nos Estados Unidos, gerará uma receita de pelo menos US$ 8,9 bilhões, um valor considerado conservador por especialistas do setor. Deste montante, aproximadamente 10%, ou US$ 871 milhões, será destinado a prêmios e apoios para as seleções, com o campeão podendo receber até US$ 50 milhões.

O impacto econômico da Copa do Mundo para os países anfitriões é significativo. A Organização Mundial do Comércio (OMC) estima que o evento poderá gerar cerca de US$ 80 bilhões em atividades relacionadas, abrangendo viagens, hospedagens e consumo de bens e serviços. Embora a América do Sul, com potências como Brasil e Argentina, tenha uma rica tradição no futebol, sua participação no faturamento global é limitada a cerca de 10%.

Nos últimos anos, a América do Sul se consolidou como uma importante fonte de talentos para os clubes europeus, com muitos jovens jogadores se transferindo rapidamente para o continente europeu após o início de suas carreiras profissionais. Além disso, a Europa também tem investido na formação de talentos locais, muitos deles provenientes de famílias imigrantes. Um estudo da Universidade de Oxford revela que 24% dos jogadores convocados para as 48 seleções da Copa do Mundo nasceram em países diferentes daqueles que representam, devido a questões de cidadania ou ascendência.

Curiosamente, a Copa do Mundo de 2026 contará com equipes que possuem elencos compostos predominantemente por jogadores nascidos fora do país que representam, como é o caso de Curaçao, Bósnia, Haiti, Argélia, Marrocos, Cabo Verde, Tunísia e República Democrática do Congo. Além disso, 98 jogadores nascidos na França e 67 na Holanda estarão entre os convocados, destacando a diversidade e a globalização do futebol contemporâneo.

Darwin Andrade – Jornalista do JMV News
Jornalista

Darwin Andrade