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Muito além do tri e do tetra: dos craques no futebol italiano à decepção na Alemanha

A relação entre Brasil e Itália nas Copas do Mundo ganhou novos capítulos marcantes entre 1998 e 2006. De uma final decidida por astros que atuavam no futebol italiano ao pentacampeonato brasileiro apitado por um árbitro da Itália, passando pela conquista da Azzurra na Alemanha, os dois países seguiram conectados em momentos decisivos da história do Mundial.
No quarto episódio da série especial da Itatiaia sobre os laços entre Brasil e Itália nas Copas do Mundo, relembramos os episódios que marcaram os torneios de 1998, 2002 e 2006, incluindo o drama de Ronaldo antes da final contra a França, o penta conquistado pela Seleção de Luiz Felipe Scolari e o tetracampeonato italiano na Alemanha.
A decisão entre a França, dona da casa, e o Brasil, que defendia o título mundial e buscava o penta, teve como personagens jogadores que defendiam clubes italianos.
Antes de a bola rolar, a grande polêmica envolveu a escalação ou não de Ronaldo, da Internazionale, que depois do jogo teve revelada uma convulsão na concentração brasileira. A primeira escalação da Seleção divulgada trazia como centroavante Edmundo, da Fiorentina.
O Fenômeno acabou jogando, mas sem as suas melhores condições. E quem brilhou naquela final foi mesmo Zidane, na época jogador da Juventus, que marcou duas vezes na goleada francesa por 3 a 0, que garantiu a eles o primeiro título mundial.
A final entre Brasil e Alemanha foi a coroação de Ronaldo na copa do Mundo. Ele marcou os dois gols brasileiros na vitória por 2 a 0 e se transformou no artilheiro da competição, com oito bolas na rede no total.
Naquele 30 de junho de 2002, a Seleção Brasileira, que chegou à Coreia do Sul e Japão desacreditada, se tornou a primeira, e ainda única, pentacampeã mundial. O comando da partida coube a um dos principais árbitros do futebol mundial neste século, o italiano Pierluigi Collina.
O time brasileiro era comandado pelo também italiano Luiz Felipe Scolari, que tem a dupla cidadania.

O Brasil chegou à Copa de 2006 vivendo um cenário parecido com o de 1982, na Espanha, pois era considerada a maior favorita ao título por contar com uma grande equipe, onde se destacava o “Quadrado Mágico”, setor ofensivo formado por Kaká, Ronaldinho Gaúcho, Adriano e Ronaldo.
Apesar de ter chegado desacreditada, a Itália, contando com um setor defensivo extremamente eficiente, não eliminou o Brasil, como em 1982, mas ficou com uma taça que antes de a bola rolar as maiores apostas eram de que seria nossa.

Darwin Andrade – Jornalista do JMV News
Jornalista

Darwin Andrade