Em um Brasil com uma população cada vez mais envelhecida e novas demandas na área da saúde, Paulo Moll, CEO da Rede D’Or São Luiz, vê a integração de diferentes bases de dados e o uso da inteligência artificial como caminhos para melhor atender aos pacientes.
Paulo Moll destacou que o setor de saúde ainda convive com alguns entraves, como processos burocráticos que atrasam a aprovação de procedimentos. Segundo ele, há casos em que uma autorização leva até 14 dias para ser concedida e acaba sendo aprovada ao final do processo.
“Se no fim aprova, por que não conseguir fazer isso mais rápido?”, questionou. Para Moll, a tecnologia pode ajudar a reduzir ineficiências, acelerar decisões e eliminar desperdícios no sistema.
Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a expectativa de vida ao nascer chegou a 76,6 anos em 2024. Em 1940, início da série histórica, era de 45,5 anos. Com uma população mais jovem, boa parte da demanda se concentra em pré-natal, parto, vacinação, pediatria, acidentes, infecções e condições agudas.
Em uma população mais envelhecida, cresce a prevalência de doenças crônicas, que exigem consultas e exames recorrentes, medicamentos de uso contínuo, reabilitação e tratamentos caros por períodos prolongados.
Ao comentar os custos da saúde suplementar, Moll destacou que os reajustes aplicados pelas maiores operadoras perderam força recentemente. Segundo ele, o resultado reflete avanços na coordenação do atendimento aos pacientes e em ações para reduzir fraudes. “Temos tido avanços importantes”, afirmou.