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Jair Bolsonaro se submeterá a nova cirurgia amanhã, a décima desde o atentado de 2018, para tratar soluços persistentes

Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil – 14.09.2025

O ex-presidente Jair Bolsonaro retornará ao centro cirúrgico nesta segunda-feira (29) para um novo procedimento médico, o décimo desde o atentado que sofreu em 2018. Esta intervenção ocorre enquanto ele se recupera de uma cirurgia de hérnia inguinal bilateral, realizada no Natal, e tem como objetivo abordar uma crise intensa e duradoura de soluços, que a equipe médica considera preocupante.

Os médicos explicam que o desconforto atual não está diretamente relacionado à cirurgia da hérnia. No entanto, as contrações frequentes têm causado fadiga, afetando o descanso e impactando a recuperação, o que motivou a necessidade de um tratamento específico para interromper os espasmos.

O procedimento em questão é denominado bloqueio anestésico do nervo frênico, que envolve a aplicação de anestésico local para interromper o estímulo nervoso responsável pelos soluços. A primeira aplicação foi realizada no sábado (27), no lado direito, e teve uma resposta inicial considerada positiva.

Os profissionais de saúde enfatizam que essa intervenção não se configura como uma cirurgia tradicional e, até o momento, não altera a previsão de alta hospitalar, que continua condicionada à recuperação funcional do paciente, incluindo sua autonomia para alimentação, higiene pessoal e mobilidade.

A família tem relatado o quadro de soluços desde o início do mês. Em postagens recentes, o vereador Carlos Bolsonaro mencionou episódios frequentes, com dezenas de contrações por hora, que têm se mostrado persistentes e resistentes às primeiras abordagens.

Além do problema atual, laudos médicos enviados ao Supremo Tribunal Federal (STF) indicam uma série de condições de saúde associadas ao histórico do ex-presidente. Dentre elas estão refluxo gastroesofágico com esofagite, hipertensão arterial, doença aterosclerótica cardíaca, estreitamento das carótidas, apneia do sono, anemia por deficiência de ferro e um diagnóstico anterior de carcinoma de células escamosas, um tipo de câncer de pele.

Registros também apontam múltiplas hérnias, tratadas nos últimos anos e que requerem acompanhamento contínuo. Os soluços intensos são descritos como associados a episódios de refluxo e vômito, necessitando do uso de medicamentos que atuam no sistema nervoso central.

Bolsonaro continua em recuperação após a cirurgia realizada no dia 25 para corrigir a hérnia inguinal bilateral, uma condição relacionada à fragilidade dos tecidos abdominais, que pode causar dor, inchaço e desconforto na região inguinal, especialmente durante atividades físicas.

A equipe médica afirma que o procedimento ocorreu conforme o esperado, e o pós-operatório inclui sessões de fisioterapia e uso de medicamentos para prevenção de trombose. A expectativa inicial é de que a internação dure até sete dias, podendo se estender até o final do ano, dependendo da evolução clínica.

Após a alta, os médicos planejam um acompanhamento detalhado do estado de saúde de Bolsonaro, que deverá continuar sob monitoramento na unidade da Polícia Federal onde permanece detido desde 22 de novembro, conforme determinações judiciais.

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Darwin Andrade – Jornalista do JMV News
Jornalista

Darwin Andrade