A equipe de advogados do ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Silvinei Vasques, está preparando um embargo de declaração para ser apresentado à Primeira Turma do STF, com o objetivo de solicitar a redução da pena imposta. Vasques foi condenado a mais de 24 anos de prisão devido ao seu envolvimento em uma conspiração golpista.
Na madrugada de quinta-feira (25), o ex-dirigente da PRF tentou fugir para o Paraguai utilizando um veículo alugado. De acordo com informações da Polícia Federal, ele desativou a tornozeleira eletrônica pouco antes de deixar o Brasil em direção ao país vizinho. No entanto, foi detido provisoriamente no aeroporto paraguaio ao tentar usar um documento falso.
As autoridades paraguaias informaram a polícia brasileira sobre a situação, que já havia emitido um alerta de fuga. Em resposta, o ministro do STF, Alexandre de Moraes, ordenou a prisão preventiva de Vasques. Até o momento, não há detalhes sobre quando ele retornará ao Brasil.
Apesar do incidente, o advogado Eduardo Simão declarou que a tentativa de fuga não afetará o pedido de diminuição da pena. “Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa”, afirmou ao R7 Planalto.
A condenação de Vasques ocorreu em 16 de dezembro, quando a Primeira Turma do STF o considerou culpado pelos crimes de tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, organização criminosa e dano qualificado. Ele havia sido preso em 2023 e liberado em agosto do mesmo ano, sob a condição de cumprir medidas cautelares, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica.
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