A discussão sobre tributação no Brasil frequentemente esbarra em uma noção equivocada: a crença de que as empresas que obtêm altos lucros devem arcar com uma carga tributária maior, como se o cerne da questão estivesse apenas na quantia de impostos devidos. No entanto, o verdadeiro problema reside na maneira como essa cobrança é realizada. No Brasil, as regras mudam inesperadamente, interpretações são alteradas após anos e decisões são aplicadas retroativamente, gerando um clima de incerteza constante para os investidores.
As repercussões dessas práticas vão muito além das grandes corporações internacionais. Negócios que consideram entrar no mercado brasileiro frequentemente desistem devido à complexidade do sistema tributário, como já ocorreu com diversas redes de varejo estrangeiras. Essa desistência traz consequências significativas: a criação de novos empregos é comprometida, fornecedores perdem oportunidades e o governo deixa de arrecadar tributos que poderiam existir em um ambiente mais estável.
Todas as quintas-feiras, às 9h30, a Duquesa de Tax comenta o noticiário econômico no Estadão com seus reacts (análises de vídeos e entrevistas). Além disso, ela apresenta semanalmente o programa “Não vou passar raiva sozinha”. Os episódios inéditos são lançados todas as segundas-feiras, às 9h30, para os assinantes do Estadão. Cortes do programa são compartilhados ao longo da semana nas redes sociais e na Rádio Eldorado, e a atração também está disponível na versão em podcast.
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