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INFOGRÁFICO: A estratégia dos EUA para isolar a Venezuela com foco no petróleo e na derrubada de Maduro

1 de 5 Infográfico mostra cerco dos EUA contra a Venezuela — Foto: Arte/g1

Na última terça-feira (16), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que a Venezuela se encontra completamente cercada pela “maior frota já reunida na história da América do Sul”. Ele sugeriu que a pressão contra o país deve intensificar-se.

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▶️ Contexto: Trump acusou o governo venezuelano de apropriar-se de petróleo e terras norte-americanas. Em uma postagem em rede social, ele afirmou que a pressão continuará até que Caracas “devolva” o que considera ter sido apropriado pelos EUA.

O presidente dos EUA também denunciou Nicolás Maduro, líder da Venezuela, por utilizar os recursos do país para sustentar o que ele chamou de “regime ilegítimo”. Além disso, Trump afirmou que o governo venezuelano está envolvido em atividades de “terrorismo associado ao tráfico de drogas, tráfico de pessoas, homicídios e sequestros”. Com base nessas alegações, ele anunciou um bloqueio total a todos os navios petroleiros que estejam sob sanções dos EUA e que entrem ou saiam da Venezuela. No dia 10 de dezembro, os EUA já haviam interceptado um navio petroleiro no Caribe que estava na lista de embarcações sancionadas pelo governo americano. Esses acontecimentos sinalizam um novo aumento nas tensões entre os dois países.

🔴 Desde agosto, os EUA têm enviado navios de guerra ao Mar do Caribe, incluindo um submarino nuclear. Caças também foram deslocados para Porto Rico, um território americano na região.

A movimentação militar começou logo após os EUA aumentarem a recompensa para US$ 50 milhões por informações que levem à prisão ou condenação de Maduro, acusado pelo governo americano de liderar o Cartel de los Soles, que foi recentemente classificado como uma organização terrorista internacional. Nesse cenário, os EUA consideram Maduro um alvo legítimo ao planejarem ações militares contra cartéis. Trump já expressou a intenção de realizar ataques em solo venezuelano. Fontes da Casa Branca, que preferiram permanecer anônimas, comentaram que acreditam que o objetivo final da operação é remover Maduro do poder. O jornal “The New York Times” também sugere que o petróleo venezuelano está entre as prioridades de Trump.

Recentemente, bombardeiros e caças americanos foram vistos sobrevoando a Região de Informação de Voo da Venezuela, uma área próxima ao território venezuelano. Helicópteros militares da unidade de elite “Night Stalkers” também foram avistados na região. Essa unidade foi crucial em 2011 na operação que resultou na morte de Osama Bin Laden.

Além disso, os EUA mantêm bases militares na região e estruturas de segurança cooperativa em aeroportos de países aliados — dois deles localizados a menos de 100 km da costa da Venezuela.

👉 Confira no infográfico abaixo a localização das bases militares americanas no Caribe e na América Central, bem como as recentes movimentações de suas forças na área.

B-52: a ‘espinha dorsal’ da frota
Em 15 de outubro, três bombardeiros B-52 realizaram um voo nas proximidades da Venezuela, sobrevoando a chamada “FIR” — um espaço que, embora não pertença ao território venezuelano, está sob sua jurisdição. Assim, as aeronaves precisam se identificar ao controle do espaço aéreo do país.

O B-52, fabricado pela Boeing, tem a capacidade de realizar ataques nucleares, transportar armamentos de alta precisão e pode voar mais de 14 mil quilômetros sem reabastecimento, sendo considerado a espinha dorsal da frota de bombardeiros estratégicos dos EUA.

👉 Veja a seguir mais informações sobre o B-52.
Na ocasião do sobrevoo, Maurício Santoro, doutor em Ciência Política pelo Iuperj e colaborador do Centro de Estudos Político-Estratégicos da Marinha do Brasil, comentou que a manobra representou uma tentativa dos EUA de demonstrar sua proximidade em relação à Venezuela. “É uma provocação política, para afirmar: ‘veja, eu tenho capacidade de invadir seu espaço aéreo’. Mas também tem um propósito militar, para treinar as tripulações, funcionando como um ensaio para futuros bombardeios e um teste das defesas aéreas venezuelanas”, analisou.

Navios de guerra e porta-aviões de grande porte
No dia 24 de outubro, o governo Trump anunciou o envio do USS Gerald Ford ao Mar do Caribe. Reconhecido como o maior porta-aviões do mundo, ele partiu acompanhado por um grupo de ataque que inclui três destróieres, esquadrões de caças F-18 e helicópteros.

O porta-aviões pode acomodar até 90 aeronaves, entre caças e helicópteros, e possui uma pista de pouso e decolagem que é três vezes maior do que o gramado do Maracanã. O Pentágono informou que a missão do grupo de ataque na região é “ampliar e fortalecer as capacidades existentes para interromper o tráfico de drogas”, além de desmantelar cartéis da América Latina.

👉 Confira a seguir detalhes sobre o USS Gerald Ford.
Em agosto, os EUA já haviam determinado o envio de sete navios de guerra e um submarino nuclear. A frota é composta por:
– Três destróieres, que são navios menores, mais ágeis e rápidos, que podem ser equipados com mísseis: USS Gravely, USS Jason Dunham e USS Sampson.
– Dois navios-doca, utilizados para o transporte de fuzileiros navais, veículos e equipamentos, além de apoios a operações anfíbias: USS San Antonio e USS Fort Lauderdale.
– Um cruzador de mísseis, projetado para defesa aérea e antimíssil, com um sistema de combate avançado: USS Lake Erie.
– Um navio de assalto anfíbio, preparado para operar aeronaves de decolagem curta e pouso vertical e realizar desembarques com tropas e veículos: USS Iwo Jima.
– Um submarino nuclear, capaz de atacar navios e submarinos inimigos e realizar ataques de precisão em terra com torpedos e mísseis: USS Newport News.

👉 Veja no infográfico abaixo as embarcações enviadas pelos EUA ao Caribe.
VÍDEOS: em destaque no g1

Darwin Andrade – Jornalista do JMV News
Jornalista

Darwin Andrade