A economia da Argentina apresentou um crescimento de 3,3% no terceiro trimestre de 2025 em relação ao mesmo período do ano anterior, conforme revelado por dados oficiais divulgados nesta terça-feira (16). Este resultado marca o quarto trimestre consecutivo de expansão econômica, embora tenha ficado abaixo da previsão de 3,5% estipulada por analistas.
Esse aumento anual foi principalmente impulsionado por um significativo crescimento no investimento fixo bruto, com avanços também observados nos setores de intermediação financeira, mineração e hotelaria, de acordo com o relatório do Indec (Instituto Nacional de Estatística e Desenvolvimento Econômico) da Argentina.
Quando ajustado sazonalmente, o PIB registrou um incremento de 0,3% em comparação ao segundo trimestre deste ano, segundo informações adicionais do Indec.
O partido liderado pelo presidente Javier Milei obteve uma vitória significativa nas eleições legislativas de meio de mandato no final de outubro, refletindo o apoio popular à sua agenda econômica, mesmo diante das severas medidas de corte de gastos implementadas pelo governo. Os ativos argentinos tiveram uma valorização acentuada logo após esse resultado eleitoral.
Economistas estão atentos à forma como a terceira maior economia da América Latina está consolidando sua recuperação, após sair da recessão no final do ano passado, embora o consumo interno e a produção industrial ainda enfrentem desafios.
Analistas destacam que o desempenho acima do esperado de Milei nas eleições legislativas evidencia a preocupação dos eleitores com um possível retorno a crises econômicas anteriores e a disposição em oferecer mais tempo para as reformas econômicas em andamento. O governo prevê um crescimento econômico de 5,4% para 2025, enquanto a mais recente Pesquisa de Expectativas de Mercado (REM) do Banco Central aponta uma projeção de 4,4% para o mesmo ano.