As bolsas de Nova York fecharam em alta nesta sexta-feira, dia 11 de novembro, recuperando parcialmente as perdas acumuladas ao longo da semana. O movimento positivo foi impulsionado principalmente pela redução nos preços do petróleo, que corrigiam ganhos recentes e proporcionaram alívio aos investidores. Apesar disso, as tensões persistentes no Oriente Médio continuam a influenciar o cenário global, mantendo uma certa cautela no mercado.
Durante o pregão, os investidores também deram menos atenção às preocupações sobre um possível aumento nas taxas de juros pelo Federal Reserve (Fed), o banco central dos Estados Unidos, na próxima semana. Essa mudança de foco ocorreu após a divulgação dos dados de inflação ao consumidor (CPI) nos Estados Unidos, que veio em linha com as expectativas do mercado. Entretanto, o núcleo do índice de preços ao consumidor apresentou uma leitura ligeiramente acima do previsto, o que, na avaliação de alguns analistas, pode ser suficiente para levar o Fed a elevar os juros na sua reunião agendada para a próxima semana.
A Capital Economics, uma renomada consultoria, destacou que a surpresa no núcleo do CPI deve reforçar a possibilidade de uma nova alta na taxa de juros pelo Fed, além de prever uma aceleração do núcleo do índice de preços de gastos com consumo (PCE), uma métrica fundamental para a política monetária americana. Essa perspectiva mantém o mercado atento às próximas decisões do banco central, que podem impactar significativamente o cenário econômico global.
No mercado financeiro, o índice Dow Jones Industrial avançou 0,98%, fechando aos 52.572,91 pontos. O S&P 500, que reúne as 500 maiores empresas dos Estados Unidos, registrou alta de 0,86%, encerrando em 7.656,95 pontos. Já o Nasdaq, composto por empresas de tecnologia, teve um aumento de 0,96%, fechando em 26.333,04 pontos. Apesar dessas altas diárias, a semana foi marcada por perdas: o Dow caiu 1,57%, o S&P 500 recuou 0,79% e o Nasdaq teve uma redução de 0,65%.
A perspectiva de aumento de juros pelo Fed foi, temporariamente, deixada de lado pelos investidores, que passaram a focar na queda dos preços do petróleo, que vinha corrigindo ganhos expressivos recentes. Essa correção ajudou a estabilizar os rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos de longo prazo, que operaram praticamente estáveis durante o dia.
No setor de ações, nove dos 11 segmentos do S&P 500 apresentaram desempenho positivo, com destaque para o setor de serviços de comunicação, que subiu 1,3%. Entre as empresas de tecnologia, Hewlett Packard Enterprise (HPE) liderou as altas, com ações subindo 12%. Dell também teve uma valorização de 12%, enquanto a Cisco Systems, no índice Dow Jones, avançou 4,3%. Outras empresas que tiveram bom desempenho foram Caterpillar, com alta de 1,6%, e UnitedHealth, que caiu 2,3%. Amgen e Johnson & Johnson também apresentaram quedas, de 1,3% e 0,2%, respectivamente.
Além do cenário econômico, os investidores acompanham uma proposta do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de pagar US$ 5 mil a cada adulto americano, caso o Partido Republicano conquiste a maioria nas eleições de meio de mandato, previstas para acontecer em breve. Estimativas indicam que tal medida poderia representar um custo superior a US$ 1 trilhão aos cofres públicos, o que levou o secretário de Comércio dos Estados Unidos, Howard Lutnick, a afirmar que os cheques não serão financiados com recursos provenientes de impostos.