O governador da Baixa Saxônia, Olaf Lies, destacou nesta segunda-feira, 24 de outubro, a importância de que os principais envolvidos com a Volkswagen colaborem na busca por soluções que garantam a continuidade da produção do grupo automotivo na região. A declaração foi feita durante uma visita à fábrica da Volkswagen em Hanôver, uma das cinco unidades da companhia na Alemanha que atualmente enfrentam ameaças de encerramento.
Lies afirmou que a expectativa é de que esforços conjuntos possam resultar em alternativas viáveis para preservar os empregos e a atividade industrial local, ressaltando que essa iniciativa não se limita à fábrica de Hanôver, mas se estende às demais unidades sob risco de fechamento. Ele também integra o conselho de supervisão da Volkswagen, ao lado de representantes das famílias proprietárias da companhia e dos trabalhadores, o que reforça seu compromisso de atuar na mediação de soluções que atendam aos interesses de todas as partes envolvidas.
O líder regional enfatizou a necessidade de unir forças para enfrentar o momento delicado, que exige diálogo aberto e estratégias colaborativas, com foco na manutenção da produção de veículos e outros produtos na Alemanha. Ele destacou ainda que o objetivo é criar perspectivas de futuro para os trabalhadores, evitando que a crise gere insegurança sobre seus meios de subsistência.
A presidente do conselho de trabalhadores da Volkswagen na Alemanha, Daniela Cavallo, reforçou essa postura ao afirmar que a maior fabricante de automóveis da Europa não planeja realizar demissões por motivos operacionais no momento. Cavallo ressaltou a responsabilidade da empresa de manter uma comunicação clara e eficaz com seus funcionários, de modo a evitar o medo e a incerteza quanto ao futuro.
Ela também destacou que, apesar da complexidade da situação, a unidade e a cooperação entre os diversos atores envolvidos são essenciais para encontrar soluções que preservem os empregos e a produção na Alemanha. Segundo Cavallo, a preocupação dos trabalhadores é compreensível, especialmente em relação às fábricas de Hanôver, que têm sido destaque na mídia como possíveis locais de risco de encerramento.
A dirigente sindical afirmou que há um temor genuíno entre os funcionários quanto ao futuro após 2030, uma referência às mudanças na indústria automotiva, especialmente relacionadas às metas de sustentabilidade e eletrificação. Ela destacou a responsabilidade da direção da Volkswagen de elaborar um programa estratégico que seja transparente e que comunique claramente as ações que serão tomadas, de modo a evitar insegurança entre os trabalhadores.
Por fim, Cavallo reforçou que o Conselho Geral e o Conselho de Trabalhadores da Volkswagen estão abertos ao diálogo e à busca por soluções conjuntas, deixando claro que qualquer estratégia de reestruturação deve respeitar os direitos e os meios de subsistência dos funcionários. Ela concluiu afirmando que, historicamente, a cooperação entre empregadores e trabalhadores tem sido fundamental para superar momentos difíceis, e que esse princípio deve prevalecer nesta fase de crise.