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‘O Beijo da Mulher Aranha’ reinventa a icônica narrativa de amor queer

A talentosa cantora e atriz Jennifer Lopez desempenha diversos papéis na nova adaptação cinematográfica musical de “O Beijo da Mulher Aranha”, determinada a fazer cada um deles refletir sua essência, seguindo o legado de renomadas atrizes latinas como Sônia Braga e Chita Rivera. No Brasil, a estreia do filme nas telonas está marcada para o dia 15 de janeiro, sob a distribuição da Paris Filmes.

“É essencial deixar de lado as expectativas e fazer com que esses papéis sejam verdadeiramente seus”, comentou Lopez sobre sua abordagem ao interpretar a Mulher Aranha, a atriz de Hollywood Aurora e a estrela do cinema Ingrid Luna.

“Cada uma dessas personagens possui um tom e uma voz singulares”, acrescentou. “As canções da Mulher Aranha têm um tom mais sombrio, enquanto as de Aurora trazem uma leveza, esperança e romantismo; e, por fim, para Ingrid Luna, temos a representação de uma mulher forte e poderosa, uma verdadeira superestrela”, completou a vencedora do American Music Award.

A adaptação de 2025 de “O Beijo da Mulher Aranha”, sob a direção de Bill Condon, conhecido por “Dreamgirls”, será lançada em parceria com Lionsgate, Roadside Attractions e LD Entertainment. A obra tem suas origens em um romance de 1976 do escritor argentino Manuel Puig, que já havia sido transformado em um filme em 1985, dirigido pelo argentino-brasileiro Héctor Babenco, e posteriormente em um musical da Broadway em 1993, sob a direção de Harold Prince.

A trama acompanha Valentín Arregui, interpretado por Diego Luna, um prisioneiro político que divide a cela com Luis Molina, vivido por Tonatiuh Elizarraraz, um vitrinista condenado por indecência pública. Juntos, eles desenvolvem um romance inesperado enquanto Molina cativa Valentin com a história de um musical de Hollywood estrelado pela sua atriz favorita, Ingrid Luna, interpretada por Lopez.

Condon revela que, embora a nova versão de 2025 explore de forma mais explícita o romance gay entre Molina e Valentin, o filme de 1985 foi uma referência que o inspirou. “Deixe-me enfatizar que o filme foi revolucionário para sua época e, como jovem gay, assistir a essa obra teve um significado profundo para mim”, declarou Condon.

Para Tonatiuh, que usa seu primeiro nome profissionalmente, essa produção é uma chance de explorar tanto a arte sublime quanto as realidades enfrentadas por comunidades historicamente marginalizadas. “Estamos criando algo que transcende nossas individualidades, mas que também nos proporciona alegria”, disse ele. “Isso nos lembra da força que as comunidades latinas e queer possuem, da dignidade que nos rodeia e da resiliência que temos”, acrescentou.

Entretanto, Tonatiuh deseja que o público perceba que o filme também carrega uma “mensagem universal de amor”.

Darwin Andrade – Jornalista do JMV News
Jornalista

Darwin Andrade