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Por que a Disney alterou o desfecho de ‘Lilo & Stitch’ na versão em live-action

O novo filme em live-action de “Lilo & Stitch” trouxe um final modificado para proporcionar uma experiência mais alinhada com a realidade. Na versão animada, Nani se dedica a cuidar de Lilo e Stitch, enquanto no live-action, a irmã mais velha decide ir para a faculdade. As duas irmãs, agora órfãs, são adotadas por uma vizinha próxima, permitindo que Nani siga seu sonho de estudar biologia marinha fora do Havaí.

Em entrevista exclusiva ao Splash, o diretor Dean Fleischer Camp explicou que o live-action oferece uma oportunidade de aprofundar a conexão entre os personagens. “O relacionamento entre as irmãs Pelekai era uma chance muito interessante e dramática para nós”, afirmou. Nesta nova abordagem, Nani ganha um papel mais significativo, evidenciando sua luta como uma mãe adolescente e sua busca por um final feliz. “Sentimos uma profunda empatia por ela, e queríamos garantir que tivesse um desfecho positivo”, revelou Dean.

Outra alteração significativa foi a representação dos alienígenas Peakley e Jumbo, que agora são interpretados por atores humanos. Na animação, eles se disfarçavam com roupas e acessórios, mas no live-action, utilizam um dispositivo que lhes confere uma aparência humana. O humor que antes se baseava na habilidade dos alienígenas de se camuflar agora se concentra em sua falta de compreensão sobre o comportamento humano. “Eles têm uma ideia totalmente errada de como os humanos se vestem e interagem”, comentou o produtor Jonathan Eirich.

Ele destacou que, embora continuemos a nos divertir com as trapalhadas dos alienígenas, é crucial que eles pareçam credíveis ao interagir em um resort havaiano ou em qualquer outro cenário onde possam se misturar. Além disso, Eirich enfatizou a vantagem de ter dois atores em cena, ao contrário do protagonista Stitch, cuja atuação é gerada por CGI (imagem gerada por computador). As sequências com o “experimento 626” foram filmadas com um fantoche ou um cachorro, buscando criar uma experiência mais autêntica diante das câmeras. “Investimos muito esforço para estabelecer uma interação realista. Em produções com personagens em CGI, o usual é utilizar uma bola de tênis em um palito e prometer que a edição resolverá tudo depois”, explicou Camp.

Utilizar um boneco ou um animal ajudou nas interações com Maia, que tinha apenas 6 anos durante as gravações, e a jovem atriz recebeu suporte de um treinador de atuação ao longo do processo. Todas essas abordagens, entre várias outras, contribuíram para a criação de Stitch, que só ganhou vida um ano após o lançamento da animação, resultando em uma narrativa mais coesa. Dean Fleischer Camp.

Darwin Andrade – Jornalista do JMV News
Jornalista

Darwin Andrade