As bolsas de Nova York operavam em alta nesta terça-feira (27), impulsionadas pela queda nos preços do petróleo e pelo maior apetite por ativos de risco. Os investidores também acompanhavam a divulgação de resultados corporativos relevantes e aguardavam a decisão de política monetária do Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos, prevista para esta semana.
Às 12h12, no horário de Brasília, o índice Dow Jones permanecia estável, aos 52.360,95 pontos. O S&P 500 avançava 0,49%, aos 7.714,75 pontos, enquanto o Nasdaq Composite subia 0,87%, para 26.397,69 pontos. O desempenho positivo era liderado principalmente por ações de tecnologia e crescimento, embora o movimento entre as empresas de maior valor de mercado fosse misto.
A expectativa predominante no mercado é de que o Federal Reserve mantenha as taxas de juros inalteradas na quarta-feira. A decisão ocorrerá após um aumento realizado no mês passado. Mesmo com a perspectiva de manutenção no curto prazo, os contratos negociados pelos mercados indicam a possibilidade de pelo menos mais dois aumentos dos juros até meados de 2027.
Esse cenário reflete a preocupação dos investidores com a permanência de níveis elevados nos principais indicadores de inflação dos Estados Unidos. Segundo a avaliação que orientava os negócios, os efeitos do conflito no Oriente Médio também contribuem para manter as pressões sobre os preços e tornam a trajetória da política monetária mais incerta.
No mercado de commodities, o petróleo Brent recuava pela segunda sessão consecutiva, em uma sessão marcada por volatilidade. Apesar da queda, a referência internacional permanecia próxima do maior nível desde o fim de abril. A redução das cotações ajudava a melhorar o sentimento dos investidores em relação aos ativos de risco, ao diminuir parte das preocupações com custos e inflação.
Entre as empresas que pressionavam o Dow Jones, a fabricante de tintas Sherwin-Williams registrava queda superior a 2%. A reação negativa ocorreu depois que a companhia apresentou resultados trimestrais abaixo das expectativas do mercado.
Nas empresas de megacapitalização e crescimento, o desempenho era desigual. As ações da Tesla subiam quase 3%, ampliando o avanço de mais de 5% registrado na sessão anterior. Os papéis de fabricantes de chips também avançavam pelo terceiro pregão consecutivo, após um período de algumas semanas de desempenho mais fraco.
As empresas de computação em nuvem CoreWeave e Nebius igualmente eram negociadas com fortes altas. Em sentido contrário, as ações da Meta recuavam depois que a companhia ampliou para US$ 97,5 bilhões sua maior captação de recursos de capital, destinada a financiar a expansão de suas operações relacionadas à inteligência artificial.
A iniciativa da Meta também atraiu interesse de até US$ 5 bilhões, somados, por parte da Nvidia, da Advanced Micro Devices e da Broadcom. O movimento ocorre em um momento de aumento das preocupações sobre a viabilidade de investimentos em inteligência artificial financiados por dívida, especialmente diante da elevação dos custos de empréstimos.
Ao longo da semana, os investidores ainda deverão avaliar os balanços da Alphabet, da Microsoft e da Amazon.com. Os resultados dessas gigantes de tecnologia serão analisados em busca de sinais de que os elevados investimentos em inteligência artificial estão se convertendo em crescimento para as empresas.