O Hospital da Lagoa, unidade vinculada à Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro, realizou neste último fim de semana um mutirão de cirurgias de catarata que resultou na realização de 144 procedimentos bem-sucedidos. A ação, que teve início na manhã de sábado, dia 17 de outubro, contou com a participação de 52 pacientes, e prosseguiu no domingo, dia 18 de outubro, com a realização de mais 92 cirurgias. A iniciativa faz parte de uma estratégia do Ministério da Saúde (MS) voltada a ampliar o acesso da população a consultas, exames e procedimentos cirúrgicos na rede pública de saúde, além de atuar na redução do tempo de espera pelos tratamentos.
O mutirão de catarata ocorre em um momento de processo de integração da unidade hospitalar com o Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz). Essa integração faz parte de um esforço de reestruturação dos hospitais federais no Rio de Janeiro, visando otimizar recursos, ampliar a capacidade de atendimento e melhorar a eficiência dos serviços oferecidos à população.
De acordo com a diretora do Hospital da Lagoa, Lívia Menezes, a expectativa é de que essa iniciativa contribua para diminuir significativamente o tempo de espera pelos procedimentos de catarata. Ela destacou que todos os pacientes convocados para o mutirão passaram por uma pré-avaliação detalhada e revisão da indicação cirúrgica, garantindo que cada um deles estivesse dentro do perfil adequado para a realização do procedimento em regime de mutirão, o que é fundamental para a segurança e eficácia das cirurgias.
A catarata, condição que caracteriza-se pela perda da transparência do cristalino, é uma das principais causas de perda de visão em idosos e pode comprometer de forma significativa a qualidade de vida dos afetados. A cirurgia de catarata, considerada um procedimento de alta efetividade, consiste na remoção do cristalino opaco e sua substituição por uma lente intraocular. Após a cirurgia, os pacientes passaram por uma consulta de revisão em 24 horas no hospital, procedimento padrão para monitorar possíveis complicações iniciais. Além disso, novas avaliações estão previstas para ocorrer entre sete e trinta dias após o procedimento, período no qual os pacientes serão acompanhados de perto por meio de contatos telefônicos realizados nos dias 3 e 18 após a cirurgia, a fim de monitorar sua recuperação e evolução.
A realização do mutirão de catarata no Hospital da Lagoa reforça o compromisso do sistema público de saúde de ampliar o acesso a tratamentos oftalmológicos essenciais, especialmente para a população idosa, que é a mais afetada por essa condição. A iniciativa também evidencia o esforço de reestruturação dos hospitais federais no Rio de Janeiro, alinhada às diretrizes nacionais de otimização dos recursos e de ampliação do atendimento ao cidadão.
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