O BTG Pactual Asset Management e a China Southern Asset Management assinaram um memorando de entendimento (MOU) com o objetivo de desenvolver conjuntamente fundos negociados em bolsa (ETFs) que promovam a conexão entre os mercados de capitais do Brasil e da China, por meio de uma estrutura de cross-listing. Essa iniciativa visa facilitar o acesso de investidores de ambos os países a ativos de suas respectivas regiões, ampliando as possibilidades de diversificação e investimento internacional.
Segundo o acordo, cada gestora deverá oferecer um fundo listado localmente, que invista em um ETF da contraparte. Na China, a proposta é criar um veículo de investimento que invista no BZEQ11, ETF gerido pelo BTG Pactual Asset Management, que replica o índice MSCI Brazil 25/50. Este ETF oferece exposição às ações brasileiras, permitindo que investidores chineses tenham acesso facilitado ao mercado de ações do Brasil por meio de um produto negociado em suas bolsas locais. O objetivo é listar esse fundo na Bolsa de Xangai ou na Bolsa de Shenzhen, com negociações em renminbi, a moeda oficial da China, o que amplia o acesso a ativos brasileiros para investidores chineses.
Por outro lado, a iniciativa prevê a listagem de um fundo no Brasil, na B3, que invista em um ETF gerido pela China Southern Asset Management. Assim, investidores brasileiros poderão adquirir um produto que oferece exposição às ações chinesas, promovendo uma maior integração entre os mercados de capitais dos dois países. Essa estratégia de cross-listing busca facilitar a circulação de capitais e aumentar a liquidez de ativos de ambos os mercados, além de promover maior diversificação para os investidores.
De acordo com o comunicado oficial, a estrutura prevista para o lado chinês permitirá a listagem de ETFs nas bolsas de Xangai ou Shenzhen, negociados em renminbi, o que potencialmente amplia o acesso a uma gama maior de investidores e ativos brasileiros. A China Southern Asset Management, uma das maiores gestoras de ativos da China, informou que administra aproximadamente US$ 402 bilhões até dezembro de 2025. Sua base de clientes alcança cerca de 225 milhões de investidores, o que demonstra a relevância de sua atuação no mercado asiático.
Rubens Henriques, CEO do BTG Pactual Asset Management, destacou que a iniciativa tem como objetivo oferecer aos clientes acesso às melhores oportunidades de investimento, independentemente da localização geográfica. Ele afirmou que a parceria visa facilitar a conexão entre os mercados de capitais do Brasil e da China, promovendo maior eficiência e acessibilidade aos investidores de ambos os lados.
Este movimento representa uma estratégia de integração financeira entre Brasil e China, países com economias complementares e grande potencial de crescimento. A assinatura do memorando de entendimento sinaliza a intenção das duas gestoras de fortalecer suas operações internacionais e ampliar a oferta de produtos de investimento que atendam às demandas de um mercado globalizado, promovendo maior fluxo de capitais entre as duas maiores economias emergentes do mundo.