A Polícia Civil de São Paulo realizou, nesta quinta-feira (10), uma operação na cidade de Embu das Artes, na região metropolitana, com o objetivo de cumprir mandados de busca e apreensão relacionados ao caso que envolve o policial militar Vinícius Costa Silva, suspeito de ter cometido feminicídio contra sua esposa, Larissa Cruz Morata. Durante a ação, a polícia tentou localizar a irmã de Vinícius, Thamires Matias, que é investigada por suspeita de fraude processual. No entanto, ela não foi encontrada em sua residência e passou a ser considerada foragida.
Thamires Matias é apontada como investigada pela Delegacia de Embu das Artes, responsável pelas investigações do caso. A polícia continuará as buscas por ela nesta sexta-feira (11), na mesma residência onde ocorreu a morte de Larissa, com o objetivo de reunir novos elementos que possam esclarecer as circunstâncias do crime. A operação faz parte de um esforço maior para aprofundar as investigações e compreender todas as possíveis implicações relacionadas ao caso.
Larissa Cruz Morata, de 29 anos, foi encontrada morta na manhã do último domingo (6), no banheiro da residência onde morava com o marido, em Embu das Artes. Ela apresentava um tiro na cabeça, e a cena do crime levantou suspeitas de feminicídio, especialmente após as investigações iniciais. O casal tinha um filho pequeno e vivia na cidade há algum tempo, mantendo uma rotina que, até então, parecia comum.
Vinícius Costa Silva, policial militar que estava de folga na época, alegou às autoridades que Larissa teria se suicidado após ele ter anunciado a intenção de terminar o relacionamento. Contudo, estudos periciais realizados no corpo da vítima e no local do crime apontaram indícios de que a morte de Larissa não teria sido um suicídio, o que reforçou a suspeita de que ela possa ter sido vítima de homicídio intencional.
Diante dessas evidências, Vinícius foi detido na segunda-feira (7), durante o velório de Larissa, e posteriormente teve sua prisão temporária decretada. Ele foi encaminhado ao Presídio Militar Romão Gomes, onde permanece à disposição da Justiça. A detenção ocorreu logo após a conclusão de perícias que indicaram inconsistências na versão do policial, levando à sua prisão preventiva.
A investigação também busca entender o envolvimento de Thamires Matias, irmã de Vinícius, na suposta fraude processual. A polícia ainda não conseguiu contato com ela, o que aumentou a preocupação de que ela esteja foragida. As autoridades continuam empenhadas em avançar nas apurações, na tentativa de esclarecer todos os detalhes do caso, que ganhou repercussão devido à gravidade das suspeitas de feminicídio e às circunstâncias que envolvem a família do policial.
Até o momento, a defesa de Vinícius não se pronunciou oficialmente, e a Polícia Civil tenta obter contato com o advogado de Thamires para esclarecer sua situação na investigação. O caso permanece sob forte atenção das autoridades, que buscam reunir provas concretas para determinar as responsabilidades e esclarecer o que de fato ocorreu na residência de Embu das Artes.