Os Estados Unidos enfrentam uma nova escalada nos preços da gasolina, que deve atingir níveis históricos neste feriado do Dia do Trabalho, comemorado na próxima segunda-feira, 7 de setembro. Com a guerra no Oriente Médio ainda elevando os custos de energia globalmente, o preço médio nacional da gasolina nos EUA deve alcançar aproximadamente US$ 4,03 por galão, superando o recorde anterior de US$ 3,83 estabelecido em 2012, conforme previsão do analista Patrick De Haan, da GasBuddy.
De Haan destacou que, embora a gasolina não esteja em níveis históricos absolutos, ela alcançou seu patamar mais alto para esta época do ano, podendo, pela primeira vez na história, ultrapassar a marca de US$ 4 por galão no Dia do Trabalho. Na última quinta-feira, 3 de setembro, o preço médio nos postos americanos foi de cerca de US$ 4,13 por galão, representando um aumento de quase um dólar em comparação à média registrada no mesmo período do ano passado. Analistas consideram que esse valor representa um ponto crítico para muitos consumidores, impactando suas percepções sobre a economia.
Os preços da gasolina, um dos indicadores econômicos mais visíveis para o público norte-americano, tendem a influenciar rapidamente a percepção geral sobre o cenário econômico do país. Com valores acima de US$ 4 por galão durante grande parte do ano, a questão tem se tornado uma preocupação constante para o presidente Donald Trump e o Partido Republicano. Trump, que prometeu reduzir os custos de energia, intensificou recentemente suas críticas às refinarias e aos varejistas de combustíveis, acusando-os de lucrar com os preços elevados nos postos de abastecimento.
Em 14 de agosto, o ex-presidente declarou que os norte-americanos deveriam estar dispostos a pagar “um pouquinho a mais” pela gasolina para impedir que o Irã desenvolva armas nucleares. A elevação dos preços também acompanha a alta do petróleo bruto, que voltou a superar US$ 90 por barril nesta semana, após ações militares entre os EUA e o Irã reacenderem preocupações sobre possíveis interrupções no abastecimento global de petróleo.
Além do petróleo, os preços dos derivados, como o diesel e o óleo para aquecimento, também tiveram aumento. Esses aumentos estão relacionados aos ataques contínuos às instalações de refino na Rússia, que geraram receios de desabastecimento. Como consequência, os preços no varejo tendem a seguir a mesma tendência do petróleo bruto, que constitui a principal matéria-prima na produção de combustíveis.
O impacto dessas altas é sentido em várias regiões do país. Estados como Colorado, Utah, Idaho, Montana, Wyoming e Dakota do Norte registraram alguns dos maiores aumentos desde o início do conflito no Oriente Médio. Atualmente, Califórnia, Havaí e Washington apresentam os preços médios mais elevados de gasolina nos Estados Unidos.