As exportações brasileiras para a União Europeia registraram um aumento de 46,4% em agosto de 2026 em comparação ao mesmo mês do ano anterior, totalizando US$ 5,824 bilhões. No mesmo período, as importações provenientes do bloco europeu cresceram 11,8%, alcançando US$ 4,725 bilhões. Como resultado, a balança comercial com a União Europeia apresentou superávit de US$ 1,100 bilhão no mês de agosto. Esses dados foram divulgados nesta sexta-feira pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).
No acumulado de janeiro a agosto de 2026, as exportações brasileiras para a União Europeia atingiram US$ 37,293 bilhões, representando um crescimento de 15,0% em relação ao mesmo período de 2025. As importações do bloco europeu nesse período somaram US$ 34,0 bilhões, um aumento de 2,1%. Com esses resultados, a balança comercial do Brasil com a União Europeia no período apresentou superávit de US$ 3,293 bilhões, reforçando a importância do bloco na pauta comercial do país.
Por outro lado, as relações comerciais com a Argentina demonstraram sinais de desaceleração. As exportações brasileiras para o país vizinho caíram 9,6% em agosto de 2026, totalizando US$ 1,479 bilhão. As importações, por sua vez, cresceram 6,9%, atingindo US$ 1,099 bilhão. Como consequência, a balança comercial com a Argentina apresentou superávit de US$ 380 milhões no mês de agosto. No acumulado dos oito meses do ano, as vendas brasileiras para a Argentina totalizaram US$ 10,228 bilhões, uma redução de 17,5% em relação ao mesmo período de 2025. As importações do país vizinho cresceram 4,2%, chegando a US$ 8,647 bilhões, resultando em um saldo positivo de US$ 1,581 bilhão na balança comercial com a Argentina.
Dentre os principais parceiros comerciais do Brasil, além da União Europeia e Argentina, destacam-se a China e os Estados Unidos, que continuam desempenhando papel central na pauta de exportações e importações brasileiras. Os resultados de agosto, que também registraram um superávit de US$ 7,394 bilhões na balança comercial do país, reforçam o cenário de crescimento nas exportações brasileiras para o exterior, apesar de alguns parceiros apresentarem sinais de desaceleração ou retração.
Esses números evidenciam a importância de diversificar mercados e reforçam a relevância da União Europeia como principal destino das exportações brasileiras no momento, além de apontar para possíveis ajustes na relação comercial com a Argentina, que vem apresentando queda nas vendas externas. A manutenção de superávits comerciais com esses parceiros é vista como fundamental para a estabilidade econômica do Brasil, especialmente em um contexto de variações globais nas relações comerciais internacionais.