O Ministério da Justiça e Segurança Pública, em parceria com os institutos de perícia federal e estaduais, iniciou nesta segunda-feira, 24 de outubro, a quarta edição da Mobilização Nacional de Coleta de DNA de Familiares de Pessoas Desaparecidas. A iniciativa tem como objetivo estimular parentes de indivíduos desaparecidos a doarem amostras de material genético, contribuindo para a identificação e localização de pessoas que estão desaparecidas ou que tenham sido declaradas mortas sem identificação oficial.
A campanha, que se estenderá até a próxima sexta-feira, 28 de outubro, está disponível em 342 postos de coleta distribuídos por todas as unidades federativas do país, incluindo o próprio Palácio da Justiça, sede do Ministério da Justiça em Brasília. Em Minas Gerais, o esforço conta com mais de 60 pontos de coleta espalhados pelo estado, facilitando o acesso de familiares em diferentes regiões.
Apesar da mobilização oficial ocorrer durante o período estipulado, a doação de material genético pode ser realizada a qualquer momento, mediante apresentação em laboratórios ou institutos de perícia autorizados a realizar a coleta. Essa possibilidade é importante para ampliar o alcance da campanha, uma vez que o procedimento pode ser feito independentemente do tempo de desaparecimento da pessoa procurada.
Para realizar a doação, os interessados devem comparecer a um dos postos de coleta portando documento de identificação com foto. Se possível, recomenda-se levar uma cópia do Boletim de Ocorrência (BO) do desaparecimento ou informações que possam auxiliar na identificação, como o número do registro, delegacia responsável e estado de registro. A iniciativa sugere que a doação seja feita preferencialmente por parentes de primeiro grau, seguindo uma ordem de prioridade: pais biológicos, filhos biológicos, o outro genitor e irmãos biológicos. Crianças também podem participar, desde que acompanhadas por responsável legal.
A coleta do material genético é simples e rápida, podendo ser realizada de duas formas: com um cotonete passado no interior da boca do doador ou com uma gota de sangue retirada do dedo. Os dados obtidos serão utilizados exclusivamente para fins de identificação de pessoas desaparecidas, sendo os bancos de DNA utilizados para comparar o material genético de familiares com o de indivíduos não identificados, sejam vivos ou falecidos.
Quando houver compatibilidade, peritos elaborarão um laudo oficial, que será enviado à delegacia responsável pelo caso. Essa equipe, por sua vez, entrará em contato com a família para comunicar o resultado e avançar na resolução do desaparecimento. A iniciativa representa uma importante ferramenta na busca por esclarecimento de casos de desaparecimento, promovendo maior eficiência na identificação de vítimas e desaparecidos através do uso de tecnologia genética.