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Moradores de Portugal e Espanha enfrentam apagão: relatos sobre caos, filas e insegurança

O apagão que afetou algumas regiões da Europa nesta segunda-feira (28/4) gerou uma grande preocupação entre os habitantes. O portal LeoDias teve acesso exclusivo a depoimentos de diversos residentes em Portugal, que expressam a gravidade da situação e o desespero que ela tem causado.

Há suspeitas de que um ataque cibernético possa ser a causa dos problemas, embora nenhuma confirmação tenha sido feita até o momento. “Aqui a situação está difícil. Não conseguimos acessar caixas eletrônicos, supermercados ou postos de gasolina; realmente não temos nada”, relatou Márcia, que vive em Entroncamento, no Oeste de Portugal.

“Não sabemos exatamente o que está acontecendo. Aeroportos estão sendo fechados, e as pessoas estão loucas atrás de velas e carregadores. As estradas estão cheias de filas porque os semáforos estão fora de funcionamento. Todos aguardamos uma declaração do presidente, mas até agora nada”, completou.

Recebemos vídeos de um supermercado em Vila Nova de Famalicão, Braga, onde muitos setores estão fechados e outros abarrotados de clientes à procura de alimentos e água. Camila, que enviou as imagens, mencionou que já se fala na possibilidade de três dias sem energia, e muitos temem um cenário de guerra. “Estamos vivendo um clima de apreensão, e a falta de informações concretas sobre as causas dos apagões só aumenta a ansiedade e o medo”, declarou. “A situação está caótica; uma amiga foi abastecer o carro e encontrou uma fila enorme. Nos mercados, as filas chegam a se estender para fora”, acrescentou Salli Mercia, residente em Porto.

As escolas em Portugal pediram para que os pais retirassem seus filhos, e a ausência de semáforos agravou ainda mais o trânsito nas ruas. As redes de internet também estão instáveis, com apenas algumas operadoras funcionando, conforme relatado.

Jordan, que está em Portimão, no Algarve, compartilhou vídeos exclusivos com o portal LeoDias, mostrando pessoas correndo para comprar alimentos, pilhas, velas e lanternas, temendo ficar até 72 horas sem energia. As mercearias de origem indiana estão lotadas de clientes em busca de itens essenciais. “Vários supermercados fecharam porque não podem acionar o gerador para manter a loja aberta. Se fizerem isso, a energia pode acabar mais rápido, prejudicando os alimentos que precisam de refrigeração e gerando um custo ainda maior,” explicou.

Em seguida, Jordan conversou com uma portuguesa que descreveu seu desespero com a situação. “Está complicado; nos supermercados, as prateleiras estão vazias e as pessoas estão aflitas. Não sabemos quanto tempo isso vai durar nem o que está acontecendo… Está muito difícil. Que Deus nos ajude”, desabafou a mulher. O aeroporto de Lisboa está parado, e a situação se complica. Ana Paula, moradora de Esposende, também enviou imagens de um mercado que começou a aumentar a quantidade de água à venda, um dos itens mais requisitados neste momento.

Darwin Andrade – Jornalista do JMV News
Jornalista

Darwin Andrade