Nos últimos anos, o câncer colorretal, também conhecido como câncer de intestino, deixou de ser considerado uma enfermidade exclusiva da terceira idade. Médicos têm observado um aumento na incidência da doença em pacientes mais jovens. Fatores como hábitos de vida inadequados, uso de tabaco, sedentarismo e dietas ricas em alimentos ultraprocessados, gorduras e açúcares podem explicar essa mudança no perfil dos afetados.
Assim como em outras neoplasias, o diagnóstico precoce é crucial. Quando a intervenção médica ocorre nos estágios iniciais da doença, as chances de recuperação aumentam significativamente. No entanto, os sintomas muitas vezes são vagos e podem passar despercebidos, especialmente entre os mais jovens, que tendem a não acreditar que estão em risco de desenvolver câncer.
A médica recomenda que, mesmo na ausência de sintomas ou histórico familiar, a melhor maneira de detectar o câncer em fases iniciais é por meio de consultas regulares com um especialista. O consenso atual é que todos os indivíduos a partir dos 45 anos, independentemente do sexo, devem realizar colonoscopias de forma periódica.
“A maior parte dos cânceres de intestino se origina de pólipos, que são tumores benignos que podem passar por alterações celulares (displasias) ao longo do tempo, eventualmente se tornando malignos. Esses pólipos, por sua vez, também não apresentam sintomas”, explica. Quando identificados, é possível removê-los durante a colonoscopia, prevenindo assim o desenvolvimento do câncer.
A oncologista Daiana Ferraz, da Cetus Oncologia, enfatiza que a prevenção é fundamental para diminuir o risco de câncer colorretal. Uma alimentação equilibrada, rica em fibras, é uma das principais recomendações para evitar a doença.
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