Uma mulher assume a responsabilidade de criar o filho da irmã, enquanto se envolve com seu ex-parceiro, resultando na separação da mãe da criança. Paralelamente, a irmã, que lutava contra a dependência química, quase causou a morte do próprio filho. Diante de uma situação tão complexa, quem realmente é a melhor irmã? “É engraçado como outra pessoa pode parecer uma irmã melhor simplesmente por não ser uma de nós”, comenta Jessica Biel, em tom de brincadeira, durante uma entrevista ao Splash.
Ao lado de Elizabeth Banks, Biel protagoniza “A Melhor Irmã”, um novo thriller disponível no Prime Video, que estreia hoje. A série é inspirada no livro homônimo de Alafair Burke. Na trama, Chloe (Jessica Biel) e Nicky (Elizabeth Banks) se reencontram após anos de afastamento quando Adam (Corey Stoll), o marido de Chloe, é brutalmente assassinado. A principal suspeita do crime deixa toda a família atônita, e as irmãs se veem forçadas a desvendar a verdade por trás dessa tragédia.
O título da série sugere uma competição entre irmãs para determinar quem é a “melhor”. No entanto, para as atrizes, a narrativa vai além disso. “Gosto da ironia presente no título, pois iremos subverter essa expectativa ao longo da série”, afirma Biel. “Acredito que todos nós somos multifacetados e capazes de agir de diversas maneiras”.
Elizabeth Banks observa que, dependendo do ponto de vista, ambas as irmãs podem ser vistas como vilãs. “Eu interpreto uma mãe que, devido a seus vícios, perdeu a guarda do filho, enquanto Jessica vive uma mulher extremamente ambiciosa que acaba atraindo problemas para si mesma”, explica.
Independentemente das particularidades das personagens, ambas enfrentam um contexto que ecoa a realidade de muitas mulheres: um ambiente patriarcal e violento. “O sistema que pressiona essas mulheres e as coloca em competição é o verdadeiro adversário que elas enfrentam, um sistema que perpetua o patriarcado e a violência”, destaca Banks.
“Nós [as personagens] precisávamos encontrar uma conexão e nos apoiar mutuamente em um mundo que tende a nos oprimir e nos machucar. O que espero que as pessoas entendam é que a irmandade, a maternidade e a lealdade são fundamentais, e que, muitas vezes, a família é o nosso maior suporte”, conclui Elizabeth Banks.
Biel espera que as mulheres que assistirem à série compreendam a importância de se abrir e buscar ajuda. “Falar a sua verdade e pedir apoio pode fazer toda a diferença. Isso é essencial; espero que ninguém siga o caminho da minha personagem, que tenta lidar com tudo sozinha — essa nunca é a solução”.