Kali Uchis, a aclamada cantora colombiana conhecida pelo sucesso “Telepatía”, está se preparando para uma apresentação única no Brasil, prevista para o início de 2026, conforme revela o jornalista José Norberto Flesch. Atualmente, a artista destaca-se internacionalmente e recentemente foi incluída na lista da Billboard Americana que elege os 100 latinos mais significativos do século 21, ocupando a 97ª posição.
A identidade artística de Kali, tanto em sua música quanto em sua estética, foi moldada por influências de ícones das décadas de 50, 60 e 70 desde sua adolescência, aos 17 anos. Seu estilo se destaca em um cenário musical onde muitas de suas contemporâneas seguem a linha do pop.
Natural dos Estados Unidos e filha de imigrantes colombianos, Kali Uchis passou grande parte de sua infância na tranquila cidade de Pereira, na Colômbia. Ela começou a aprender piano e saxofone durante a adolescência e, com o tempo, passou a criar seus próprios projetos, envolvendo-se na composição, arranjos e produção de videoclipes.
Em sua carreira, Kali Uchis conquistou um Grammy Awards em 2021, na categoria de “Melhor Gravação Dance” pela colaboração “10%” com o DJ haitiano Kaytranada. Em 2018, ela já havia sido indicada à categoria “Melhor Performance R&B” ao lado do canadense Daniel Caesar com a canção “Get You”.
Além disso, ela se destacou por colaborações de sucesso com artistas renomados como Snoop Dogg, Diplo e Tyler, The Creator, com quem continua a criar novas músicas. Até o momento, sua discografia conta com cinco álbuns: “Isolation” (2018), “Sin Miedo (del Amor y Otros Demonios)” (2020), “Red Moon In Venus” (2023), “Orquídeas” (2024) e o mais recente “Sincerely”, lançado em maio deste ano.
Em sua primeira entrevista ao Brasil, concedida ao jornal O Globo em 2020, Kali compartilhou suas influências musicais: “Sempre fui apaixonada por gêneros musicais diversos. Crescendo nos Estados Unidos, ouvi bastante R&B e soul, e participei de bandas de jazz na infância. Mas, como latina e com frequentes visitas à Colômbia, também absorvi a música tradicional local… e, curiosamente, todos os meus primos colombianos eram fãs de Björk!”
Ela ainda acrescentou: “As pessoas percebem que a bossa nova teve um papel importante na minha música; ‘Body Language’, a faixa de abertura de ‘Isolation’, é uma clara referência a esse estilo. Sou uma grande admiradora de Astrud Gilberto, mas também aprecio a música dos bailes funk, como ‘Marina Gasolina’, que era uma das minhas favoritas na adolescência. A descoberta musical sempre foi um refúgio para mim… Sempre me considerei uma verdadeira apaixonada por música!”