A Polícia Federal deflagrou nesta sexta-feira, 14 de dezembro, a segunda fase da Operação Sem Refino, que investiga suspeitas de fraudes na concessão de licenças ambientais para uma refinaria e indícios de lavagem de dinheiro relacionados ao esquema. Entre os alvos da operação está o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, que nega envolvimento ou participação em irregularidades vinculadas à Refit, antiga Refinaria de Manguinhos.
A ação policial, autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), conta com o cumprimento de dezesseis mandados de busca e apreensão no estado do Rio de Janeiro. Segundo informações da Polícia Federal, a operação também investiga suspeitas de crimes de gestão fraudulenta e temerária, sonegação fiscal, evasão de divisas, manipulação de mercado, além de irregularidades na comercialização de combustíveis. Essas suspeitas estão relacionadas ao funcionamento e às operações de uma refinaria que, segundo as investigações, teria se beneficiado de ações ilícitas no setor de combustíveis.
A segunda fase da Operação Sem Refino é um desdobramento da primeira etapa, realizada em maio deste ano, que teve como foco o grupo econômico envolvido na cadeia de abastecimento de combustíveis e suspeitas de favorecimento à Refit. Na ocasião, a investigação apontou possíveis irregularidades na concessão de licenças ambientais e na gestão de atividades relacionadas à refinaria, levantando suspeitas de que o esquema teria causado prejuízos à ordem econômica e ao meio ambiente.
A defesa de Cláudio Castro, por meio de nota assinada pelo advogado Carlo Luchione, afirmou que o ex-governador nega qualquer participação em irregularidades envolvendo a Refit. A nota ressalta ainda que o endereço alvo das buscas, localizado em Petrópolis, não possui, há meses, qualquer ligação com o ex-governador. Segundo a defesa, Castro desconhece o conteúdo integral da denúncia e dos elementos que fundamentaram a operação. Os advogados aguardam o acesso aos autos do processo para se manifestar de forma mais detalhada sobre o caso.
A nota também enfatiza que todas as ações realizadas por Castro durante sua gestão seguiram critérios técnicos, jurídicos e administrativos previstos na legislação vigente. A defesa reforça a posição de que o ex-governador agiu dentro dos parâmetros legais e que não há provas que possam incriminá-lo no esquema investigado. A investigação continua em andamento, com o objetivo de esclarecer as suspeitas e determinar eventual responsabilidade dos envolvidos, incluindo o ex-governador, caso sejam confirmadas as irregularidades apuradas.