Diversas nações manifestaram solidariedade em relação aos terremotos que atingiram a Venezuela na última quarta-feira, resultando em mais de 100 mortes e centenas de feridos. Na quinta-feira (25), vários governos anunciaram o envio de equipes de resgate e ajuda humanitária ao país sul-americano, que enfrenta uma grave crise humanitária agravada pelo desastre natural.
A presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, expressou gratidão à comunidade internacional pela assistência oferecida e confirmou que os primeiros socorristas estrangeiros devem chegar ao país ainda nesta quinta-feira. Contudo, a logística para a chegada dessas equipes é incerta, uma vez que o principal aeroporto do país, o Simon Bolívar, em Caracas, foi danificado pelo terremoto e está fechado por motivos de segurança. As equipes internacionais se juntarão a mais de 500 grupos de socorristas venezuelanos que estão trabalhando na busca por vítimas entre os escombros.
Tom Fletcher, chefe do Escritório da ONU para Coordenação de Assuntos Humanitários, destacou a importância de um “esforço em massa e coletivo” para fornecer apoio humanitário à Venezuela neste momento crítico.
Compromissos de ajuda internacional
O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, referiu-se à Venezuela como um “país irmão” e afirmou que o governo brasileiro está mobilizando ajuda, embora não tenha especificado os detalhes do que será enviado. Lula instruiu o Itamaraty a coordenar o envio da assistência necessária.
Os Estados Unidos também se comprometeram a enviar ajuda humanitária, conforme anunciado pelo secretário de Estado, Marco Rubio. O governo americano planeja disponibilizar equipes de resgate, recursos médicos e itens de primeira necessidade. Além disso, equipes especializadas fornecerão imagens aéreas para auxiliar nas operações de resgate. O governo de Donald Trump formou um grupo de trabalho específico para coordenar a ajuda destinada à Venezuela.
A França, por sua vez, anunciou o envio de 85 socorristas especializados em operações de busca e salvamento em estruturas desabadas, reforçando o compromisso europeu com a assistência humanitária.
A Suíça declarou que enviará uma equipe de 80 socorristas, acompanhados de 8 cães de resgate e 18 toneladas de suprimentos humanitários. Já a Espanha informou que 54 membros da Unidade Militar de Emergência (UME) estão prontos para participar das operações de resgate.
O governo da Holanda também se manifestou, anunciando o envio de uma equipe de busca e resgate, que incluirá socorristas, cães farejadores e equipamentos, além de um pacote de ajuda no valor de dois milhões de euros, equivalente a cerca de R$ 11,8 milhões.
Por sua parte, o presidente de El Salvador, Nayib Bukele, comunicou que o país enviará 300 socorristas e paramédicos, além de 50 toneladas de equipamentos, medicamentos e suprimentos de primeira necessidade.
Solidariedade global
Outras nações, como México, Chile, Portugal, Turquia, Índia e Catar, também manifestaram a intenção de ajudar a Venezuela, embora não tenham detalhado o tipo de assistência que será enviada. A resposta internacional ao desastre reflete a preocupação global com a situação humanitária na Venezuela, que já enfrenta desafios significativos em decorrência de crises políticas e econômicas prolongadas.
À medida que as operações de resgate continuam, a colaboração internacional será fundamental para mitigar os impactos devastadores dos terremotos e apoiar a população afetada.