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Servidores da saúde fazem paralisação e cobram reajuste salarial da PBH

Profissionais da saúde de Belo Horizonte realizaram uma paralisação nesta quarta-feira (11) em meio às negociações da campanha salarial com a Prefeitura de Belo Horizonte. A mobilização reúne médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e servidores de outras áreas representadas pelo Sindicato dos Servidores e Empregados Públicos de Belo Horizonte (Sindibel).
Segundo o coordenador administrativo do Sindibel, Israel Orimar, a paralisação foi convocada  para que os trabalhadores participassem de uma assembleia e avaliassem a proposta apresentada pela administração municipal.
“A prefeitura apresentou uma proposta geral de reajuste de 4,11%, retroativa a 1º de maio. Além disso, algumas categorias receberam propostas específicas, que serão analisadas pelos servidores”, afirmou.
De acordo com o sindicato, os impactos variam conforme o setor. Enquanto algumas categorias paralisaram as atividades durante todo o dia, outras interromperam os trabalhos apenas durante parte da manhã para participar da assembleia.
Ainda segundo o Sindibel, os serviços de urgência e emergência foram mantidos. Os centros de saúde, no entanto, podem registrar redução no atendimento devido à adesão dos servidores efetivos ao movimento.
O Sindicato dos Médicos de Minas Gerais (Sinmed-MG) também aderiu à mobilização. Segundo o presidente da entidade, André Cristiano dos Santos, a categoria considera insuficiente a proposta apresentada pela prefeitura.
De acordo com ele, o reajuste de 4,11%, correspondente à reposição da inflação medida pelo INPC, foi oferecido apenas aos médicos efetivos. Os profissionais contratados temporariamente, segundo o sindicato, não receberam qualquer proposta de reajuste.
André afirma ainda que a prefeitura apresentou um acréscimo de 3% para profissionais da saúde, com pagamento previsto para dezembro, mas que médicos e dentistas teriam ficado de fora da medida.
“Os contratados executam o mesmo trabalho dos efetivos e, até o momento, não receberam nenhuma sinalização de reajuste. A categoria está mobilizada e indignada com essa situação”, disse.
A paralisação dos médicos foi aprovada em assembleia realizada na semana passada e tem duração de 24 horas. Segundo o sindicato, os atendimentos de urgência e emergência continuam funcionando normalmente.
Os principais impactos, segundo a entidade, são registrados nos centros de saúde e nas unidades da rede secundária. As Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) seguem operando, mas podem receber maior demanda devido à redução dos atendimentos em outros serviços.
Falta de insumos e renovação de contratos
Além das reivindicações salariais, os médicos também relatam problemas estruturais na rede municipal de saúde.
Segundo André Cristiano dos Santos, após o anúncio de um corte de R$ 329 milhões na área da saúde, começaram a surgir dificuldades relacionadas à falta de insumos, medicamentos e materiais utilizados nos atendimentos.
O sindicato também critica a demora na renovação de contratos temporários e afirma que a redução do número de profissionais tem impactado diretamente o atendimento à população.
Entre as reivindicações apresentadas à prefeitura estão a equiparação de benefícios entre efetivos e contratados, valorização dos profissionais temporários, convocação dos aprovados em concurso público, renovação dos contratos em andamento e melhores condições de trabalho.
A reportagem procurou a Prefeitura de Belo Horizonte e aguarda posicionamento. Durante a assembleia, foi informado que o Secretário de Planejamento da PBH, Bruno Passeli, deve receber os sindicatos dos médicos e dentistas durate a tarde desta quarta-feira (10).

Darwin Andrade – Jornalista do JMV News
Jornalista

Darwin Andrade