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Infantino quebra o silêncio sobre árbitro barrado da Copa: ‘Não somos os reis do mundo’

Presidente da Fifa, Gianni Infantino falou pela primeira vez sobre o corte do árbitro Omar Artan, da Somália, da Copa do Mundo de 2026. O dirigente lamentou o ocorrido e garantiu que a organização tentou resolver o impasse.
O “cartola” foi além e disse que é necessário respeitar decisões governamentais. Ele ainda apontou que a intenção da Fifa é promover união entre os povos com o Mundial. A decisão de barrar Artan partiu da entidade máxima do futebol, após o árbitro ter entrada proibida nos Estados Unidos, um dos anfitriões do torneio.
“É uma pena o que aconteceu com Omar, o árbitro da Somália, mas você não consegue controlar tudo. Nós tentamos conversar e resolver. Às vezes, começar a gritar tem um efeito contrário. Nós sempre tentamos achar soluções, mas temos de respeitar que são somos os reis do mundo que podem mandar em governos e forças policiais”, disse Infantino em entrevista coletiva nesta quarta-feira (10).
“Somos uma organização esportiva. Queremos unir o mundo e se posso pedir uma coisa. Podem me criticar, mas promovam a unidade da Copa do Mundo”, completou.
Considerado o melhor árbitro do futebol africano, Omar Artan foi impedido de entrar nos Estados Unidos no início da semana e ficou fora da Copa do Mundo, após decisão da Fifa. Em comunicado, a entidade reforçou não se envolver em questões diplomáticas envolvendo países.
“A FIFA não se envolve nos processos de imigração dos países sedes, incluindo concessões de vistos, e foi informada pelas autoridades que a situação do Sr. Artan não será alterada no momento”, disse a entidade.
De acordo com informações da ESPN, Omar Artan teria sido barrado por, na visão dos Estados Unidos, ter “associação com membros suspeitos de organizações terroristas”.
Omar Artan seria o primeiro árbitro somali a apitar partidas de Copa do Mundo. Aos 34 anos, ele estava entre os 52 profissionais selecionados para trabalhar na edição deste ano do torneio, organizada conjuntamente por Canadá, México e Estados Unidos.
A Copa do Mundo é afetada por restrições migratórias dos Estados Unidos. Irã, Haiti, Senegal, Costa do Marfim, Argélia, Cabo Verde e Tunísia enfrentam limitações, com iranianos e haitianos proibidos de entrar no país desde junho de 2025. Outros visitantes foram submetidos a exigências como seguro e revisão de antecedentes.
As delegações de Senegal e Uzbequistão passaram por revistas rigorosas ao desembarcar nos EUA. Já o Irã recebeu vistos especiais para seus jogadores, mas precisou transferir sua base de Tucson, no Arizona, para Tijuana, no México. As mudanças logísticas levaram ao cancelamento de amistosos contra Porto Rico, Panamá e Granada.
A Federação Iraniana de Futebol acusou os Estados Unidos de impedir a distribuição de ingressos destinados à sua cota para o Mundial. Segundo a entidade, torcedores que planejavam viajar para a competição foram prejudicados, e os bilhetes já colocados à venda não poderão mais ser disponibilizados. Os países estão em guerra.

Darwin Andrade – Jornalista do JMV News
Jornalista

Darwin Andrade