O filme “Louis Theroux: Explorando a Machosfera” se destaca como um dos documentários mais assistidos na Netflix em todo o mundo.
No longa, Louis Theroux conversa com quatro proeminentes figuras do movimento redpill global. Durante as entrevistas, ele os encontra em ambientes urbanos, onde eles interagem com admiradores, tanto jovens quanto adultos. Um dos fãs expressa sua gratidão ao influenciador, revelando que ele o ajudou a lidar com traumas: “Os homens foram feitos para enfrentar desafios, não para serem felizes. A derrota traz mais aprendizado do que a vitória. Não acreditamos na depressão. Se alguém tem tudo para ser bem-sucedido e ainda assim se sente mal, é porque está se fazendo de vítima… Meu irmão se suicidou, mas isso já é passado. Tenho que superar e triunfar.”
Um dos influenciadores refere-se à parceira como sua “lava-louças”, enquanto outro afirma que, em um relacionamento, a mulher não deve ter a palavra final sobre a intimidade. Dois deles defendem a ideia de “monogamia unilateral”, onde apenas eles têm a liberdade de se relacionar com outras pessoas.
Em várias ocasiões, eles admitem recorrer a declarações controversas para aumentar sua renda. Os influenciadores têm colaborações com empresas de apostas e promovem aplicativos que garantem retornos sobre investimentos — independentemente de perdas ou ganhos, eles recebem uma comissão sobre o montante investido. Louis Theroux, ao investir 500 libras (aproximadamente R$ 3.500), acaba perdendo a quantia.
Ao rever suas declarações mais polêmicas, eles justificam que estavam apenas buscando engajamento. Após uma afirmação homofóbica, Theroux pergunta se seus valores foram influenciados por sua mãe, ao que ele responde negativamente: “Ela ficaria desapontada com o que eu disse. Ela detesta racismo, homofobia e sexismo. Eu não diria isso na presença dela; isso me renderia um tapa.”
O documentário também aborda declarações antissemitas. Todos os influenciadores entrevistados fazem referências a “judeus” como responsáveis pela “matrix” — um sistema que, segundo eles, tenta manter os homens subjugados.
Dois dos quatro influenciadores se aventuraram na política. Um deles exibe fotos com Donald Trump em sua residência em Mar-a-Lago, na Flórida. O outro é visto provocando conflitos em protestos de esquerda.
Os demais se apresentam como justiceiros, criando vídeos em que agredem supostos “predadores”, homens que acusam de pedofilia — sem evidências. Eles acreditam que essa abordagem é mais eficaz do que a prisão, já que a gravação nas redes sociais é permanente. Durante uma das gravações, um transeunte se aproxima de Louis e do influenciador, gritando: “Ele é um pedófilo?”. O influenciador rapidamente nega e explica a Theroux que é fundamental esclarecer isso para proteger sua imagem.