O chileno Pedro Pascal, de 50 anos, se destaca atualmente como um dos grandes nomes de Hollywood e reconhece a importância crucial dos fãs brasileiros para o desenvolvimento de sua carreira. O ator compartilhou essa reflexão durante a estreia do filme “Quarteto Fantástico”, realizada na semana passada em Los Angeles, EUA.
“Os fãs brasileiros são incomparáveis. Muitas das oportunidades que tive foram acolhidas com muito carinho por eles. Sinto que não estaria onde estou hoje sem o amor que o Brasil demonstrou por ‘Narcos’, ‘The Last of Us’, ‘The Mandalorian’ e ‘Game of Thrones’. Estou imensamente grato por isso”, declarou Pedro Pascal em uma entrevista ao Splash no tapete vermelho.
Joseph Quinn, que interpreta o divertido Tocha Humana, também manifestou seu apreço pela cultura brasileira. “Adoro feijoada! E os jogadores de futebol são incríveis. Preciso passar mais tempo no Brasil; só conheci São Paulo até agora. Estou ansioso para visitar o Rio. Os brasileiros são muito divertidos.”
A estreia de “Quarteto Fantástico: Primeiros Passos” ocorreu na última segunda-feira no icônico Dorothy Chandler Pavilion, que foi erguido no início dos anos 1960 e se alinha à estética retrofuturista do filme, ambientado em Nova York na mesma época.
Com um orçamento superior a 200 milhões de dólares (aproximadamente 1,1 bilhão de reais), o longa da Marvel é uma nova versão da clássica equipe criada por Stan Lee e Jack Kirby em 1961. A trama gira em torno do Senhor Fantástico, da Mulher Invisível, do Coisa e do Tocha Humana, que enfrentam Galactus e a Surfista Prateada enquanto lidam com seus poderes.
Em uma conversa com o Splash, os atores refletiram sobre como seria ter superpoderes na vida real. Julia Garner, que interpreta a vilã Surfista Prateada, mencionou que, embora normalmente escolhesse a invisibilidade, seria ainda mais interessante “poder voar por todo o Brasil”.
Quanto à possibilidade de um personagem brasileiro ser incorporado ao Universo Cinematográfico da Marvel (UCM), essa ideia está longe de ser descartada. Kevin Feige, presidente da Marvel Studios, afirmou que a inclusão é essencial e comentou: “Os fãs brasileiros, como você sabe, são os maiores e talvez os melhores do mundo.”
O produtor Mitchell Bell também apoiou essa visão, garantindo que “é apenas uma questão de tempo até termos mais heróis sul-americanos”. Se um personagem do Brasil realmente ganhar vida no universo Marvel, só nos resta imaginar quais superpoderes ele poderia ter para representar o país.
*O jornalista @fabioborgestv é correspondente nos EUA desde 2009, credenciado pela Motion Picture Association e pelo Departamento de Estado dos EUA. Desde 2019, é palestrante convidado da UCLA.