A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) avançou para uma nova fase de sua Parceria para o Desenvolvimento Produtivo (PDP) relacionada ao biossimilar do adalimumabe, medicamento utilizado no tratamento de várias doenças inflamatórias crônicas. Com a obtenção do registro nacional junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o produto, anteriormente comercializado sob a marca Idacio® (adalimumabe), passa a ser disponibilizado ao Sistema Único de Saúde (SUS) com uma nova embalagem e nome, agora denominado Bio-Manguinhos ADALImumabe. Essa mudança representa um passo importante na estratégia do Brasil de ampliar sua capacidade de produção de biofármacos de alta complexidade, reduzindo a dependência de importações e fortalecendo a soberania nacional na área de biotecnologia.
O biossimilar de adalimumabe é destinado ao tratamento de oito doenças inflamatórias crônicas abrangidas pelo SUS, incluindo artrite reumatoide, espondilite anquilosante, artrite psoriásica, psoríase, doença de Crohn, retocolite ulcerativa, hidradenite supurativa, uveíte e artrite idiopática juvenil. Atualmente, mais de 60 mil pacientes no Brasil utilizam esse medicamento, que detém o maior número de indicações entre os biofármacos disponíveis na rede pública de saúde. O primeiro lote com a nova embalagem já foi entregue ao SUS, possibilitando que os pacientes recebam a medicação nas farmácias de alto custo em todo o território nacional.
Durante o período de transição, versões com a antiga e a nova identidade visual poderão coexistir, ambas devidamente aprovadas pela Anvisa e com padrão de qualidade equivalente. A nova apresentação do produto apresenta uma embalagem na cor roxa, incorporando o nome Bio-Manguinhos/Fiocruz ADALImumabe, e utiliza a técnica Tall Man Lettering para destacar partes do nome e minimizar riscos de erro na administração. Além disso, houve atualização no Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) e no número de registro, que agora estão vinculados à marca Bio-Manguinhos/Fiocruz.
As melhorias na embalagem também incluem a reorganização das informações, com padronização de cores, maior contraste e textos mais simplificados, além de ajustes no dispositivo da seringa e no posicionamento do rótulo, visando maior segurança e facilidade de uso tanto para profissionais de saúde quanto para os pacientes. Importante destacar que não houve alteração na fórmula, na posologia, nas indicações ou nas condições de armazenamento do medicamento.
Desde que passou a ser fornecido ao SUS, em 2022, o biossimilar de adalimumabe tem contribuído para ampliar o acesso da população às terapias biológicas, oferecendo uma alternativa de alta qualidade, segurança e eficácia ao medicamento de referência. Como anticorpo monoclonal anti-TNF, ele atua no controle de processos inflamatórios crônicos, promovendo melhorias na qualidade de vida dos pacientes. A produção local do biossimilar representa uma estratégia para reduzir a dependência de importações e garantir uma oferta mais sustentável de medicamentos de alto custo no sistema público de saúde, consolidando a capacidade do Brasil de internalizar tecnologias avançadas em biotecnologia.