Os beneficiários do Bolsa Família já podem consultar suas contas, pois nesta segunda-feira, dia 19 de outubro, terão início os depósitos referentes ao pagamento do mês, que passaram por reajustes determinados pelo governo federal em meados de setembro. Essa atualização nos valores, que ocorre pela primeira vez desde a retomada do atual modelo do programa em 2023, reflete a inflação acumulada e busca ampliar o valor médio pago às famílias beneficiadas.
De acordo com informações do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, o pagamento de outubro terá valor mínimo de R$ 691 por família, enquanto o benefício médio estimado aumentou de R$ 675 para R$ 777. Além do reajuste nos valores, o calendário de pagamentos também foi antecipado, com os depósitos que normalmente se estenderiam até o dia 30 de outubro sendo concluídos até o dia 21 do mesmo mês. Essa mudança visa facilitar o acesso ao benefício e garantir maior agilidade na liberação dos recursos às famílias.
Essa é a primeira atualização dos valores do Bolsa Família em 2026, considerando os reajustes pela inflação desde a implementação do novo modelo. O benefício é destinado às famílias cadastradas no Cadastro Único (CadÚnico), procedimento que deve ser realizado por meio de cadastro em postos de atendimento da assistência social municipal, como os Centros de Referência de Assistência Social (CRAS). Os pagamentos são efetuados de acordo com o último dígito do Número de Identificação Social (NIS) de cada beneficiário, seguindo um calendário mensal regular.
Ao longo do ano, o pagamento ocorre mensalmente, com exceção de dezembro, quando os repasses costumam ser antecipados devido às festas de final de ano. A última parcela de 2026 está prevista para ser depositada em 23 de dezembro. Para receber o benefício, é necessário que as famílias estejam devidamente inscritas no CadÚnico, além de atenderem a critérios de renda e composição familiar estabelecidos pelo programa.
O processo de recebimento inclui a emissão de um cartão fornecido pela Caixa Econômica Federal, que é enviado pelos Correios ao endereço cadastrado no sistema. O cartão é destinado ao responsável familiar, e os beneficiários podem realizar saques em caixas eletrônicos da Caixa, nas lotéricas, nos estabelecimentos conveniados como o Caixa Aqui, ou ainda pelo aplicativo CAIXA Tem, de acordo com a preferência de cada família.
O valor mínimo de R$ 691 é garantido a cada domicílio, podendo ser acrescido de benefícios adicionais conforme a composição familiar. Entre esses adicionais, destacam-se o Benefício Variável Familiar (BVF), que oferece R$ 58 por gestantes, crianças e adolescentes de até 18 anos incompletos, além de nutrizes responsáveis por alimentar bebês com até seis meses de idade. Há também o Benefício Primeira Infância (BPI), que concede um adicional de R$ 173 por criança com até seis anos incompletos.
Para garantir o recebimento do benefício, as famílias devem cumprir requisitos específicos, como manter os dados atualizados no CadÚnico e atender às condições de renda estabelecidas pelo programa. O não cumprimento dessas regras pode resultar no cancelamento do benefício, reforçando a importância da regularidade na atualização cadastral e no cumprimento das condições de elegibilidade.