O ministro da Fazenda, Dario Durigan, anunciou nesta sexta-feira (16) que o governo federal está estudando a implementação de linhas de crédito específicas para empresas que precisem se adaptar a um eventual encerramento da escala de trabalho 6×1. A medida visa oferecer suporte financeiro às organizações, especialmente às pequenas e médias empresas (PMEs), durante o período de transição, que pode envolver custos adicionais relacionados às mudanças na jornada de trabalho.
Durigan explicou em entrevista ao programa Brasil Urgente que a iniciativa faz parte de uma estratégia mais ampla de apoio às empresas diante das mudanças legislativas e econômicas em andamento. Ele destacou que já há previsão de criação de linhas de crédito específicas para facilitar essa transição, abrangendo tanto a reforma tributária quanto a implementação do fim da escala 6×1. Essa proposta, aprovada pelo Senado nesta quarta-feira (16), altera a Constituição para acabar com essa modalidade de jornada de trabalho, uma medida defendida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Contudo, ela tem sido alvo de críticas por parte de representantes do setor empresarial, que apontam possíveis impactos negativos na produtividade e na competitividade.
Durigan também afirmou que o governo pretende apoiar os empresários na adaptação às mudanças, não apenas por meio de recursos financeiros, mas também através de ações de capacitação e incentivo à inovação. Essas iniciativas visam facilitar a transição e minimizar os efeitos econômicos adversos, especialmente para as pequenas e médias empresas, que podem enfrentar dificuldades adicionais para ajustar suas operações.
Além do foco na adaptação às mudanças na jornada de trabalho, o ministro da Fazenda abordou as metas fiscais do governo. Ele revelou que o objetivo é melhorar o resultado fiscal nos próximos anos, com uma estratégia de alcançar superávits primários crescentes entre 2028 e 2030, estimados em cerca de 1,5% do Produto Interno Bruto (PIB). Durigan ressaltou que esse ajuste deve ocorrer de forma gradual, buscando equilibrar o controle das contas públicas com a manutenção de investimentos, políticas sociais e estímulos à atividade econômica.
Por fim, o ministro destacou a necessidade de maior eficiência na gestão dos recursos públicos, reforçando que o dinheiro dos contribuintes deve ser utilizado com critério. Ele afirmou que o governo está empenhado em garantir que os gastos públicos sejam feitos de forma responsável, para assegurar a sustentabilidade fiscal e o fortalecimento da economia brasileira no médio e longo prazo.