O chanceler alemão Friedrich Merz criticou nesta segunda-feira, 12 de novembro, o acordo firmado entre os governos dos Estados Unidos e da Rússia para a exportação de diesel, reafirmando que a Alemanha e demais países europeus não apoiarão qualquer iniciativa que alivie a pressão sobre Moscou. Em uma entrevista coletiva realizada em Berlim, Merz declarou que a posição da Alemanha e da Europa é de total rejeição ao entendimento, reforçando o compromisso de manter as sanções econômicas contra a Rússia e de continuar apoiando a Ucrânia no conflito em curso.
Segundo o chanceler, o entendimento entre Washington e Moscou, que visa facilitar a exportação de diesel russo, é inaceitável para a União Europeia. Merz afirmou que a Rússia só negocia de forma séria sob forte pressão, motivo pelo qual os países ocidentais permanecem firmes na manutenção de sanções econômicas contra Moscou. A postura de Merz reflete a preocupação de que tal acordo possa aliviar a pressão financeira sobre a Rússia, que tem enfrentado sanções internacionais desde o início do conflito na Ucrânia, iniciado em fevereiro de 2022.
Durante a coletiva, Merz também condenou os ataques recentes perpetrados pela Rússia contra a infraestrutura energética civil na Ucrânia. Ele destacou que tais ações representam uma escalada na ofensiva russa e reforçou que os países ocidentais deveriam impor sanções ainda mais rigorosas diante da deterioração da situação. O chanceler ressaltou que Moscou não tem respondido positivamente às propostas de negociações apresentadas até o momento, e que a Rússia só se sentará à mesa de negociações se perceber uma pressão real e contínua por parte da comunidade internacional.
Merz citou ainda a proposta de cessar-fogo energético feita pelo então presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no final de semana, como um exemplo da postura agressiva de Moscou. Segundo ele, a resposta da Rússia a essa iniciativa foi uma série de ataques massivos à infraestrutura energética civil na Ucrânia, o que demonstra que o Kremlin não demonstra interesse em negociações pacíficas, mas sim em fortalecer sua posição por meio de ações militares e destrutivas.
A reação do chanceler alemão reflete a postura de vários países europeus, que veem o acordo EUA-Rússia sobre o diesel como uma medida que pode reduzir a eficácia das sanções econômicas impostas à Rússia e, assim, enfraquecer o apoio ocidental à Ucrânia. A continuidade do apoio europeu à resistência ucraniana é vista como uma prioridade, especialmente diante do aumento das ações militares russas contra civis e infraestrutura no território ucraniano, em um momento em que a comunidade internacional busca manter a pressão para uma resolução do conflito.